Cidadania e Ações Sociais

Os desafios da acessibilidade na Ilha do Governador

Nos diversos bairros da Ilha as calçadas são tomadas por veículos estacionados

Basta tentar praticar uma simples caminhada pelas ruas da Ilha do Governador para sentirmos as dificuldades na acessibilidade. Está cada vez mais notório que é preciso criar políticas públicas efetivas que melhorem as questões da acessibilidade na nossa região.

É preciso cobrar dos contribuintes e dos poderes públicos a falta de conservação das calçadas, os estacionamentos irregulares e a falta de acesso nos transportes, sejam eles públicos ou complementares, como kombis, vans, táxis e até mesmo carros de aplicativos.

Idosos, mães com carrinhos de bebê e, principalmente, as pessoas com deficiência, sentem ainda mais as tantas limitações de exercerem um dos direitos mais básicos, o de ir e vir .

Ainda se torna mais preocupante à falta de políticas que garantam direito à acessibilidade aos moradores das comunidades carentes. Já pararam para refletir que, se é difícil se locomover nas vias principais do Bairro, imaginem nos becos, vielas, escadarias e morros das comunidades da Ilha do Governador?

Desde 2015 foi sancionado o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que defende os direitos e garante autonomia às pessoas com deficiência no Brasil. A legislação brasileira sobre o tema pode ser excelente, mas não vejo no cotidiano (muito menos nas comunidades) a efetivação dos direitos dessa parcela da população .

Todos são iguais perante a lei, mas quando o Estado não oferece condições de acessibilidade àqueles que precisam, instaura-se uma situação de vulnerabilidade e, com o advento de que a população também está envelhecendo, já passou da hora de discutirmos o tema da acessibilidade nos bairros e comunidades .

Todo cidadão deve se empoderar e se munir de informações para que saibam exatamente quais são os seus direitos e deveres, podendo assim exigir a atuação do Estado e melhores condições de locomoção e acessibilidade da sociedade.

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