Ilha do Governador

Violência leva passageiros a pernoitarem em hotéis dentro ou em frente ao Aeroporto do Galeão

A violência criou uma “escala extra” para alguns cariocas que viajam e precisam chegar ao Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, na Ilha, durante a noite ou madrugada, ou sair de lá nesse mesmo horário. Moradores da Região Metropolitana já são 15% dos hóspedes que pernoitam no hotel do Terminal 1. São pessoas que, buscando evitar a violência que aterroriza quem trafega pela Linha Vermelha , estão preferindo fazer esse deslocamento na tarde anterior ao voo a se arriscar pela cidade com dólares, passaportes e, principalmente, crianças, depois que o sol se põe. Há ainda quem procura serviços de traslado com carros blindados para o trajeto que, partindo da Zona Sul ou da Barra, leva de 30 a 40 minutos e custa a partir de R$ 600.

Números do aplicativo Fogo Cruzado apontam que não se trata de um medo infundado. Este ano, até o último dia 16, a Linha Vermelha registrou cinco tiroteios e chegou a ser fechada duas vezes em função de operações policiais. No mesmo período do ano passado, houve uma troca de tiros. a Linha Vermelha registrou cinco tiroteios e chegou a ser fechada d

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Outra opção a 500 metros do aeroporto é um hotel que recebeu, no primeiro trimestre deste ano, 6,2% de cariocas. O pernoite para casal custa a partir de R$ 339, com café da manhã e serviço de van gratuito 24 horas para levar os passageiros até o aeroporto.

A demanda vem crescendo ao ponto de uma sala VIP, com suítes e banheiros, no edifício-garagem do Terminal 2 ter estendido seu horário de funcionamento, desde junho do ano passado, para 24 horas. Aumentou seu público em 118% entre fevereiro de 2018 e o mesmo mês deste ano. O valor por pessoa para usar o serviço por três horas é de R$ 130 e inclui o uso de chuveiro, wi-fi e bufê de sanduíches, petiscos e bebidas. A hora extra custa R$ 40.

— Nosso horário de pico é o final da tarde, com passageiros aguardando a abertura do check in de madrugada, e pela manhã, com pessoas que chegam em voos muito cedo e aguardam clarear para sair. Temos recebido muitas famílias com crianças — diz Marcia Peixoto, gerente de vendas e marketing da empresa que oferece o serviço.

Mercado se adapta

E é de olho nesse público que o mercado já está se adequando. No lounge do Edifício Garagem, único fora da área de embarque, uma das salas de reuniões será transformada em Espaço Kids.

Para atender melhor as famílias, Elson Freire, sócio de uma empresa de transporte executivo, acaba de somar à frota blindada de cinco sedans uma van para grupos.

— Desde outubro, aumenta o número de moradores do Rio usando traslado blindado, pessoas que conhecem a cidade e se dispõem a pagar a partir de R$ 600. São em média quatro serviços por mês, principalmente de famílias da Barra — diz Elson.

Apesar de seus carros terem blindagem 3A, a mais resistente permitida para civis, Elson adverte que nunca há 100% de segurança:

— O blindado dá uma sensação de segurança. E é isso que falta hoje ao carioca.

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