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	<title>Igualdade Racial - Ilha Carioca</title>
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	<description>Portal de notícias da Ilha do Governador</description>
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	<title>Igualdade Racial - Ilha Carioca</title>
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	<item>
		<title>Professora criou Ara Ketu inconformada com injustiças na periferia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agencia Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2026 14:18:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade Racial]]></category>
		<category><![CDATA[Salvador]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Motivação para o bloco nasceu do inconformismo com as desigualdades sociais na região do subúrbio ferroviário</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_53078" aria-describedby="caption-attachment-53078" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-53078" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/07/Professora-criou-Ara-Ketu-inconformada-com-injusticas-na-periferia-1024x512.jpg" alt="Professora criou Ara Ketu inconformada com injustiças na periferia" width="1024" height="512" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/07/Professora-criou-Ara-Ketu-inconformada-com-injusticas-na-periferia-1024x512.jpg 1024w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/07/Professora-criou-Ara-Ketu-inconformada-com-injusticas-na-periferia-300x150.jpg 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/07/Professora-criou-Ara-Ketu-inconformada-com-injusticas-na-periferia-768x384.jpg 768w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/07/Professora-criou-Ara-Ketu-inconformada-com-injusticas-na-periferia-1536x768.jpg 1536w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/07/Professora-criou-Ara-Ketu-inconformada-com-injusticas-na-periferia.jpg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-53078" class="wp-caption-text">© Valter Campanato/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p><strong>A professora e historiadora baiana Vera Lacerda, de 79 anos, lembra, em detalhes, os sentimentos que fizeram com que ela criasse, em março de 1980, o bloco e também o instituto Ara Ketu, no bairro periférico de Periperi, em Salvador (BA). </strong></p>
<div>
<p>Ao lado do primo, Augusto César (que morreu em 2016), a música e o carnaval, que se tornaram famosos, eram apenas parte dos ideais. Ela queria gerar impacto social, conforme compartilhou, na sexta (3), ao lado de outras artistas no Festival Latinidades, em Brasília (DF).</p>
<p><strong>O nome da agremiação homenageia a cidade de Ketu, no Benim. Trata-se de uma das regiões de onde foram traficadas mais pessoas escravizadas para o Brasil.</strong></p>
<p>Vera explica que a motivação para o bloco nasceu do inconformismo com as desigualdades sociais na região do subúrbio ferroviário. A professora de história, mestre em filosofia, descobriu que poderia utilizar a música como instrumento de transformação e inclusão.</p>
<blockquote class="quote-light"><p>“Minha luta era tirar os meninos do tráfico de drogas e da marginalidade. Eu consegui muito”, orgulha-se, em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>.</p></blockquote>
<p><strong>Ela cita que mais de três mil jovens já realizaram cursos profissionalizantes tanto da área musical quanto de outras atividades. O bloco ganhou reconhecimento em todo o Brasil e também no exterior.</strong></p>
<p>Mas a professora, que vai completar 80 anos em setembro, diz que o maior dos reconhecimentos é quando recebe ligações de pessoas que passaram pelo bloco e pelo instituto para agradecer pelo trabalho que conseguiram em função dos cursos que realizaram.</p>
<p><strong>Vera já foi agraciada pela Academia Brasileira de Letras com o título do “comendadora” pelo trabalho social que rima com música que extrapolou a Bahia.</strong></p>
<h2>Didá, bloco no feminino</h2>
<p><strong>A professora Vera Lacerda é inspiração também para a presidente de outro bloco tradicional de Salvador, o Didá, da comunidade do Pelourinho.</strong> Trata-se de uma banda e agremiação exclusivamente voltada para mulheres. Débora Souza, de 48 anos, presidente desde 2009, é filha de Antônio Luiz Alves Souza, mais conhecido como Neguinho do Samba, fundador do Didá.</p>
<p>Débora diz que já passaram pelo bloco mais de cinco mil mulheres. “Através do tambor, nós passamos toda a lição. Nossas alegrias, nossos sentimentos e nossas reivindicações.”.</p>
<p>Ela acrescenta que a ideologia principal da agremiação é a garantia da liberdade para todas as mulheres.</p>
<blockquote class="quote-light"><p>“No Bloco, a gente se sente empoderada. Armada com meu tambor, eu me sinto uma rainha.”</p></blockquote>
<h2>Periferia de Brasília</h2>
<p><strong>Na mesma mesa de debates do Festival Latinidades, estava a cantora e radialista Denise Oliveira, que atua como produtora da Rádio Nacional (da EBC), nasceu e se criou na região administrativa de São Sebastião (DF), área periférica nos arredores de Brasília.</strong></p>
<blockquote class="quote-light"><p>“Graças a movimentos culturais como o Ara Ketu e o Didá, há transformação efetiva com novas perspectivas para as vidas das pessoas.”</p></blockquote>
<p><strong>Inclusive a auto identificação como pessoa preta.</strong> “Graças à arte, eu pude me encontrar como mulher negra, artista e trabalhadora de cultura desde os meus 15 anos de idade”. Ela destacou que as mulheres sempre estiveram na base da construção de iniciativas culturais como os blocos afros.“Eu cresci em movimento cultural na periferia. Depois virei cantora de samba”. Denise criou também um  projeto chamado “Vozes da Diversidade” em que ela entrevistava artistas periféricos do Distrito Federal.</p>
<p>Era um programa independente e voluntário que, inclusive, foi indicado ao prêmio WME da Billboard, em 2024. Trata-se de uma premiação que reconhece histórias de empoderamento e representatividade feminina. “Fui uma das cinco radialistas do país indicada.”</p>
<p><!-- Relacionada --></p>
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</div>
<p><b><i>Fonte:<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-07/professora-criou-ara-ketu-inconformada-com-injusticas-na-periferia"> Agência Brasil </a></i></b></p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/professora-criou-ara-ketu-inconformada-com-injusticas-na-periferia/">Professora criou Ara Ketu inconformada com injustiças na periferia</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quilombo mantém tradição centenária, símbolo da resistência negra</title>
		<link>https://ilhacarioca.com/quilombo-mantem-tradicao-centenaria-simbolo-da-resistencia-negra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agencia Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 01:34:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade Racial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A tradição começou há mais de 150 anos com Manoel Caetano Madeira</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_51773" aria-describedby="caption-attachment-51773" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-51773" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/06/Quilombo-mantem-tradicao-centenaria-simbolo-da-resistencia-negra-1024x512.jpg" alt="Quilombo mantém tradição centenária, símbolo da resistência negra" width="1024" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-51773" class="wp-caption-text">Foto: Ratão Diniz/Quilombo Mineiro Pau</figcaption></figure>
<div>
<p><strong>A segunda-feira (29) marca mais um ano em que moradores do Quilombo Urbano Mineiro Pau, localizado em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro, se reúnem, a partir das 17h, em torno de uma fogueira.</strong></p>
<p>A tradição começou há mais de 150 anos com Manoel Caetano Madeira, homem negro, nascido escravizado em 1841, no município de Paraíba do Sul, na divisa com o estado de Minas Gerais, cujos padroeiros eram São Pedro e São Paulo.</p>
<p><strong>No sincretismo religioso, o dia de São Pedro é tido como Orixá Xangô. Mas Manoel, como escravo, não podia manifestar crenças da população negra. Viveu até os 41 anos sob o regime da escravidão, mas nunca deixou de acender a fogueira no dia 29 de junho.</strong></p>
<p>“Quando ele começa a dar uma visão maior a essa fogueira, ele a chama de fogueira de São Pedro e São Paulo. Só que, intrinsecamente, ele está acendendo uma fogueira para Xangô e fazendo os seus fundamentos”, disse à <strong>Agência Brasil</strong> o bisneto de Manoel, Fausto Manoel Madeira Neto, que hoje é quem mantém a tradição</p>
<p>A fogueira permitia fortalecer vínculos comunitários, transmitir conhecimentos ancestrais e proteger identidades coletivas. Ao seu redor circulavam histórias, ensinamentos, afetos e formas de resistência que ajudaram gerações a manter vivas suas referências culturais.</p>
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<p><!-- scald=467132:cheio_8colunas --></p>
<p><span style="font-weight: bold;">Quilombo mantém tradição centenária, símbolo da resistência negra. Foto: </span><strong>Ratão Diniz/Quilombo Mineiro Pau</strong><noscript></noscript></p>
</div>
</div>
<p><strong>Por essa razão, a Fogueira de Xangô não representa apenas uma tradição familiar, mas constitui um patrimônio vivo, uma estratégia de preservação da memória, afirmação da ancestralidade e continuidade cultural que manteve viva a chama da resistência negra.</strong></p>
<p>Manoel trabalhou em fazendas de café e teve 36 filhos com quatro mulheres. E todos moravam com ele. O último tio-avô vivo foi encontrado em Vassouras, cidade do centro-sul do estado.</p>
<h2>Ressignificação</h2>
<p>Quando Manoel morreu, aos 105 anos, em 1946, seu filho Fausto Manoel Madeira mudou-se para o bairro de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, onde passou a dar continuidade à tradição, fazendo a fogueira, ano após ano. Fausto Manoel Madeira entrou na umbanda e reencontrou o pai de santo ao qual Manoel o dera como presente, em Vassouras. Esse ato é semelhante ao batismo e significa consagrar uma criança à proteção de um Orixá ou guia espiritual.</p>
<p>Essa fogueira ganha então uma ressignificação. Quando o filho de Manoel Caetano morre, em 1988, a fogueira continua sendo acesa no quintal da casa até que Fausto Madeira Neto entrou na umbanda e deu prosseguimento à tradição. “E passei a acender essa fogueira até hoje”.</p>
<p><strong>Atualmente, a fogueira é promovida pelo Terreiro de Umbanda São Pedro e São Paulo &#8211; Kabiúna do Sertão e a Obra Social Filhos da Razão e Justiça (OSFRJ), coordenados por Fausto Neto.</strong></p>
<blockquote class="quote-light"><p>“Na verdade, essa fogueira é o fundamento do nosso terreiro”. Ele herdou do avô a entidade, o nome, a macumba. “Foi a maior e mais bela herança que ele me deixou: a responsabilidade de dar continuidade ao trabalho dele.”</p></blockquote>
<h2>Festa</h2>
<p>Desde o tempo do avô, sempre houve uma festa muito grande em torno da fogueira. Depois que ele morreu, os descendentes trouxeram a fogueira para o terreiro, quando Fausto Manoel Madeira Neto assumiu todo o processo de responsabilidade.</p>
<blockquote class="quote-light"><p>“É uma festa muito grande. As pessoas amam. O pessoal fica aguardando. É uma festa muito esperada, um acontecimento. As crianças no quilombo ficam loucas; já estão montando bandeirinhas e reverenciam Xangô e os santos São Pedro e São Paulo”.</p></blockquote>
<p>Segundo Fausto Neto, trata-se de uma questão de pertencimento mesmo. “A gente vive em uma comunidade majoritariamente preta; nós somos um terreiro. E a gente faz um trabalho voltado justamente para o fortalecimento da cultura antirracista, da educação, do trabalho social”. A partir do terreiro, são feitas e distribuídas 140 refeições diariamente, de segunda-feira a sábado, como marca da solidariedade existente no quilombo.</p>
<p><strong>Para as crianças, tem ações educativas e a Dança do Mineiro Pau, que elas curtem e que é o nome da comunidade onde moram.</strong> Essa é uma dança folclórica e afro-brasileira, onde os participantes dançam em pares ou círculos batendo bastões de madeira ao ritmo da música. “Eu dancei o Mineiro Pau há 40 anos e a gente trouxe de volta. As crianças fazem sucesso dançando o Mineiro Pau”.</p>
<p>A tradição do acendimento da fogueira deixa claro que, ao longo dos anos, a chama que um dia iluminou uma família passou a iluminar toda uma comunidade. <strong>Para Fausto Manoel Madeira Neto, o encontro do dia 29 de junho é a celebração da memória, da ancestralidade, da cultura popular e da capacidade que o povo negro teve de transformar resistência em legado.</strong></p>
<p>Fausto Neto tem três filhos – Pedro, Aline e Júlia – e pretende continuar acendendo a fogueira do bisavô “por mais 500 anos”, passando a tradição para seus filhos. “E os que vierem depois. Eles precisam ter essa responsabilidade e entender o que é essa fogueira. É uma tradição familiar que precisa ser passada para a frente. Ela não pode morrer”.</p>
<h2>Programação</h2>
<p><strong>O Festejo Junino do Quilombo Mineiro Pau começará às 17h do dia 29. A entrada é gratuita.</strong></p>
<p>A programação conta com apresentações da Dança do Mineiro Pau, jongo, música popular, comidas típicas, atividades para crianças, celebração da ancestralidade e o tradicional acendimento da fogueira que há mais de um século reúne gerações em torno da mesma chama. (Alana Gandra)</p>
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</div>
<p><b><i>Fonte:<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-06/quilombo-mantem-tradicao-centenaria-simbolo-da-resistencia-negra"> Agência Brasil </a></i></b></p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/quilombo-mantem-tradicao-centenaria-simbolo-da-resistencia-negra/">Quilombo mantém tradição centenária, símbolo da resistência negra</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ipea atualiza plataforma antirracista no serviço público</title>
		<link>https://ilhacarioca.com/ipea-atualiza-plataforma-antirracista-no-servico-publico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agencia Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jun 2026 12:06:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade Racial]]></category>
		<category><![CDATA[IPEA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Plataforma foi desenvolvida para melhorar a qualidade do atendimento da população negra no serviço público</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_51647" aria-describedby="caption-attachment-51647" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-51647" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/06/Ipea-atualiza-plataforma-antirracista-no-servico-publico-1024x512.jpg" alt="Ipea atualiza plataforma antirracista no serviço público" width="1024" height="512" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/06/Ipea-atualiza-plataforma-antirracista-no-servico-publico-1024x512.jpg 1024w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/06/Ipea-atualiza-plataforma-antirracista-no-servico-publico-300x150.jpg 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/06/Ipea-atualiza-plataforma-antirracista-no-servico-publico-768x384.jpg 768w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/06/Ipea-atualiza-plataforma-antirracista-no-servico-publico-1536x768.jpg 1536w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/06/Ipea-atualiza-plataforma-antirracista-no-servico-publico.jpg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-51647" class="wp-caption-text">Foto: Helio Montferre/IPEA</figcaption></figure>
<div>
<p>Está no ar a nova versão da Plataforma de Recursos Pró-Equidade em Políticas Públicas, a Inclua, desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),<strong> para melhorar a qualidade do atendimento da população negra no serviço público</strong>.</p>
<p>A plataforma foi elaborada a partir de pesquisas e análises elaboradas nos últimos anos pelo Ipea, sobre desigualdade racial e racismo, um repositório de mais de 500 publicações.</p>
<p>O recurso traduz o conhecimento para o dia a dia e ajuda a identificar como e quando grupos tradicionalmente excluídos têm dificuldades de acessar serviços públicos.</p>
<p><strong>“É no cotidiano das interações das pessoas com os serviços públicos, que essas desigualdades podem ser mitigadas ou reforçadas”, assinala Roberto Pires,  técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, doutor em Políticas Públicas e coordenador da plataforma desenvolvida em parceria com o Ministério da <a href="https://ilhacarioca.com/tag/igualdade-racial">Igualdade Racial</a>.</strong></p>
<p>Segundo Pires, a Inclua deve ser utilizada por gestores públicos para identificar situações que possam perpetuar discriminação racial. <strong>O recurso, diz o coordenador, “oferece alguns materiais que inspiram ações para aprimorar a equidade, o acesso e a inclusão.</strong></p>
<p>A Inclua foi criada em 2022. A nova versão acrescenta a aba Temáticas, que reúne instrumentos de diagnóstico de riscos de exclusão racial em políticas e serviços públicos.</p>
<p><strong>Também foi incorporado um assistente de inteligência artificial que auxilia a elaboração de planos de ação</strong>, e a Coleção Gestão Pública Antirracista, composta por materiais de apoio destinados a gestores e equipes da administração pública.</p>
<p>Toda a administração pública direta ou indireta, seja federal, estadual ou municipal; os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nos três níveis da Federação, e até empresas que prestam serviço para o Estado podem utilizar a plataforma no portal do Ipea.</p>
<p><strong>A Inclua dispõe de tutorial que orienta o uso.</strong></p>
<p>Conforme Roberto Pires, “a Inclua é voltada para estimular o uso autônomo de suas ferramentas.”</p>
<p>O coordenador disse que a plataforma Inclua “é dinâmica” e “continuará sendo aperfeiçoada”, inclusive com as contribuições dos usuários, que podem enviar seus comentários para o e-mail da Inclua.</p>
<p><!-- Relacionada --></p>
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<p><b><i>Fonte:<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-06/ipea-atualiza-plataforma-antirracista-no-servico-publico"> Agência Brasil </a></i></b></p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/ipea-atualiza-plataforma-antirracista-no-servico-publico/">Ipea atualiza plataforma antirracista no serviço público</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Condenado por racismo contra Thelma Assis recebe apoio de famosos</title>
		<link>https://ilhacarioca.com/condenado-por-racismo-contra-thelma-assis-recebe-apoio-de-famosos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal SRZD]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 21:24:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Famosos]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade Racial]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ilhacarioca.com/?p=50900</guid>

					<description><![CDATA[<p>Na gravação, ele afirmou que optou em não recorrer da decisão e que pagou R$ 76.061,07</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_50901" aria-describedby="caption-attachment-50901" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-50901" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/06/Condenado-por-racismo-contra-Thelma-Assis-recebe-apoio-de-famosos.jpg" alt="" width="800" height="466" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/06/Condenado-por-racismo-contra-Thelma-Assis-recebe-apoio-de-famosos.jpg 800w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/06/Condenado-por-racismo-contra-Thelma-Assis-recebe-apoio-de-famosos-300x175.jpg 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/06/Condenado-por-racismo-contra-Thelma-Assis-recebe-apoio-de-famosos-768x447.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-50901" class="wp-caption-text">Rodrigo Branco e Thelma Assis. Foto: Reprodução de vídeo/Instagram</figcaption></figure>
<p><strong>Aprendizado e reflexão.</strong> Rodrigo Branco voltou a se manifestar sobre o caso de <strong><a href="https://ilhacarioca.com/tag/racismo">racismo</a></strong> pelo qual foi condenado e publicou um novo pedido de desculpas em vídeo.</p>
<p>Na gravação, ele afirmou que optou em não recorrer da decisão e que pagou R$ 76.061,07, valor determinado pela Justiça.</p>
<p>“Há seis anos, cometi o maior erro da minha vida. Foram seis anos de aprendizado e reflexão”, disse ele. “Quero que esse episódio sirva para fortalecer a luta contra o racismo. Vamos assumir os nossos erros, assim como eu assumo o compromisso de continuar aprendendo todos os dias. Quero pedir desculpas à Thelminha, à Maju Coutinho, à Jude Paulla e a todos os que foram atingidos por esse vídeo. Eu não posso mudar o que aconteceu, mas posso escolher ser diferente”, iniciou.</p>
<blockquote class="quote-light"><p>“Eu quero, primeiro de tudo, que esse episódio sirva de exemplo na luta contra o racismo”, declarou.</p></blockquote>
<p>“Entendo que assumir a responsabilidade é parte do aprendizado”, acrescentou o profissional conhecido por receber celebridades nos Estados Unidos, auxiliando na locação de casas em Orlando e em passeios aos parques da Disney.</p>
<p>A publicação feita pelo empresário no Instagram recebeu mensagens de apoio de artistas famosos como Xuxa, Deborah Secco, Astrid Fontenelle, Gominho, Juno Andrade, Luciana Gimenez, Simone Mendes e Lívia Andrade.</p>
<h3>+ relembre o caso</h3>
<p>O episódio que motivou a condenação ocorreu durante uma transmissão ao vivo realizada em 2020, quando Rodrigo Branco, em live com Ju de Paulla, comentou a participação da médica Thelma Assis no Big Brother Brasil.</p>
<p>Na ocasião, ele afirmou que a torcida pela campeã do reality da Globo existia “porque ela é negra” e chegou a declarar que “torcer para Thelma é racismo”.</p>
<p>Rodrigo também citou a jornalista Maju Coutinho, a quem definiu como “péssima e horrível”, para argumentar que mulheres negras alcançariam espaços de destaque apenas por serem negras.</p>
<p><em><strong>Fonte: <a href="https://srzd.com/blog/entretenimento/famosos/condenado-por-racismo-contra-thelma-assis-recebe-apoio-de-famosos/">Portal SRZD</a></strong></em></p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/condenado-por-racismo-contra-thelma-assis-recebe-apoio-de-famosos/">Condenado por racismo contra Thelma Assis recebe apoio de famosos</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Maior festival de cultura preta da América Latina retorna ao Rio neste fim de semana</title>
		<link>https://ilhacarioca.com/maior-festival-de-cultura-preta-da-america-latina-retorna-ao-rio-neste-fim-de-semana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 20:28:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidade do Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade Racial]]></category>
		<category><![CDATA[Pequena África]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Programação musical reúne nomes como Sandra Sá, Teresa Cristina e Leci Brandão</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/05/Maior-festival-de-cultura-preta-da-America-Latina-retorna-ao-Rio-neste-fim-de-semana.jpg" alt="" width="898" height="600" class="aligncenter size-full wp-image-50169" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/05/Maior-festival-de-cultura-preta-da-America-Latina-retorna-ao-Rio-neste-fim-de-semana.jpg 898w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/05/Maior-festival-de-cultura-preta-da-America-Latina-retorna-ao-Rio-neste-fim-de-semana-300x200.jpg 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/05/Maior-festival-de-cultura-preta-da-America-Latina-retorna-ao-Rio-neste-fim-de-semana-768x513.jpg 768w" sizes="(max-width: 898px) 100vw, 898px" />A Feira Preta retorna ao Rio de Janeiro após dez anos com o tema “Negra é a raiz da revolução”. Considerado o maior festival de cultura e economia preta da América Latina, o evento acontece entre sexta-feira (29) e domingo (31), no Píer Mauá, Armazém Kobra e na região da Pequena África. A programação reúne rodas de conversa, oficinas, cinema, artes cênicas e apresentações musicais, com abertura marcada por um cortejo dos Filhos de Gandhi e Ilê Asé Iyá Omi Funfun no Boulevard Olímpico.</p>
<p>No sábado, a agenda musical terá atrações como o bloco Prata Preta, Josiel Konrad com o Jazz Proibidão, Baile Black Bom com Don Filó e Sandra Sá, além de shows de Tati Quebra Barraco e Titica. Já no domingo, o samba ganha destaque com apresentações de Leci Brandão, Marina Íris, Geovana, Teresa Cristina, Áurea Martins e Rita Beneditto. Segundo Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta, a escolha do line-up busca valorizar artistas que representam a memória e a resistência da cultura negra na Pequena África.</p>
<p>A programação também inclui exibição de filmes no Cine Raiz, como “Malês” e “O pai da Rita”, além de debates sobre cultura, literatura e gastronomia. Entre os destaques estão os painéis “Cozinha de favela” e “Era uma vez… Escrevivências para o amanhã”, com participação da escritora Conceição Evaristo. Para Adriana Barbosa, o retorno da Feira Preta ao Rio simboliza um reencontro com as raízes da diáspora negra brasileira e reforça a união entre cultura, memória e economia preta.</p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/maior-festival-de-cultura-preta-da-america-latina-retorna-ao-rio-neste-fim-de-semana/">Maior festival de cultura preta da América Latina retorna ao Rio neste fim de semana</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Neguinho da Beija-Flor lembra casos de racismo: ‘Brasil é feito de preconceito’</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal SRZD]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Nov 2025 15:18:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade Racial]]></category>
		<category><![CDATA[Neguinho da Beija-Flor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Referência no Carnaval, Neguinho ainda destacou que o negro, para chegar à igualdade, tem que ser duas vezes mais</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_48146" aria-describedby="caption-attachment-48146" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-48146" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/11/Neguinho-da-Beija-Flor-lembra-casos-de-racismo-Brasil-e-feito-de-preconceito.jpg" alt="" width="1024" height="684" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/11/Neguinho-da-Beija-Flor-lembra-casos-de-racismo-Brasil-e-feito-de-preconceito.jpg 1024w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/11/Neguinho-da-Beija-Flor-lembra-casos-de-racismo-Brasil-e-feito-de-preconceito-300x200.jpg 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/11/Neguinho-da-Beija-Flor-lembra-casos-de-racismo-Brasil-e-feito-de-preconceito-768x513.jpg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-48146" class="wp-caption-text">Neguinho da Beija-Flor na apuração do Carnaval 2018. Foto: SRzd/Leandro Milton</figcaption></figure>
<p><strong>Neguinho da Beija-Flor: Soberano da Avenida.</strong> Após deixar o microfone principal de sua escola de samba do coração, o intérprete terá sua vida relatada em um documentário.</p>
<p>A importância da data escolhida para o lançamento da produção do Globoplay, que acontece nesta quinta-feira (20), Dia da <strong><a href="https://ilhacarioca.com/tag/consciencia-negra">Consciência Negra</a></strong>, foi citada pelo cantor de 76 anos em entrevista onde lembrou alguns momentos de racismo que sofreu ao longo de sua carreira.</p>
<p>“Ele pode ter até condições de frequentar lugares caros, mas não frequenta porque sabe que vai ser discriminado. Talvez eu sinta menos porque sou conhecido. A minha situação financeira melhorou, mas continuo negro. Quando faço viagem internacional na primeira classe, boto óculos escuros e observo. Sempre vejo alguém cochichando: “O que esse cara está fazendo na primeira classe com passagem de R$ 19 mil?”. Em restaurante, as pessoas ficam incomodadas com minha presença”, disse ele ao jornal “Extra”.</p>
<p>Referência no Carnaval, Neguinho ainda destacou que o negro, para chegar à igualdade, tem que ser duas vezes mais.</p>
<p>“A gente ainda tem que lutar muito contra o racismo. O Brasil é um país feito de preconceito. Muito se fala no holocausto (quando nazistas mataram milhões de judeus na Segunda Guerra), mas a história do negro no Brasil é comparável ou pior. As pessoas costumam dizer que o 13 de maio foi uma data memorável, mas se esquecem de que a pior data foi o 14 de maio, porque nós fomos deixados sem casa, sem comida e sem trabalho. Hoje nós temos aí desembargadores, advogados…Acho que nós já conquistamos alguma coisa, mas vai demorar muito para chegar num patamar de igualdade do sinhozinho”, afirmou.</p>
<p><em><strong>Fonte: <a href="http://srzd.com/blog/carnaval/rio-de-janeiro/neguinho-da-beija-flor-episodios-racismo-o-brasil-e-um-pais-feito-de-preconceito/" target="_blank" rel="noopener">srzd.com</a></strong></em></p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/neguinho-da-beija-flor-lembra-casos-de-racismo-brasil-e-feito-de-preconceito/">Neguinho da Beija-Flor lembra casos de racismo: ‘Brasil é feito de preconceito’</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Renda e cor são determinantes para não concluir ensino médio no país</title>
		<link>https://ilhacarioca.com/renda-e-cor-sao-determinantes-para-nao-concluir-ensino-medio-no-pais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 12:01:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade Racial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa avaliou os índices de conclusão da educação básica na idade correta</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_48125" aria-describedby="caption-attachment-48125" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-48125" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/11/Renda-e-cor-sao-determinantes-para-nao-concluir-ensino-medio-no-pais-1024x613.webp" alt="" width="1024" height="613" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/11/Renda-e-cor-sao-determinantes-para-nao-concluir-ensino-medio-no-pais-1024x613.webp 1024w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/11/Renda-e-cor-sao-determinantes-para-nao-concluir-ensino-medio-no-pais-300x179.webp 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/11/Renda-e-cor-sao-determinantes-para-nao-concluir-ensino-medio-no-pais-768x459.webp 768w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/11/Renda-e-cor-sao-determinantes-para-nao-concluir-ensino-medio-no-pais.webp 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-48125" class="wp-caption-text">Antônio Cruz/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Estudo feito pela organização Todos pela Educação concluiu que a quantidade de estudantes que concluíram o ensino fundamental e o ensino médio no país avançou nos últimos dez anos, com aumento considerável da inclusão, porém ainda insuficiente para diminuir a disparidade, tanto considerando critérios raciais quanto de renda.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1668370&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1668370&amp;o=node" /></p>
<p>A pesquisa avaliou os índices de conclusão da educação básica na idade correta (16 anos para o fundamental e 19 para o médio), comparando os dados de 2015 e de 2025, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e do seu Módulo Educação, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p><strong>Entre as conclusões apontadas pela pesquisa estão o avanço no ensino fundamental, no qual o número de concluintes até 16 anos passou de 74,7% em 2015 para 88,6% em 2025, um crescimento de 13,9 pontos percentuais. No ensino médio. o avanço foi ainda maior: de 54,5% para 74,3%, com aumento de 19,8 pontos percentuais.</strong></p>
<blockquote class="quote-light"><p>&#8220;Esse avanço nós podemos atribuir a uma série de fatores. Houve melhorias no ensino ao longo da última década, políticas importantes, pedagógicas, na base de formação de professores, que melhoram o ensino de fato, disse Manoela Miranda, gerente de Políticas Educacionais do Todos pela Educação.</p></blockquote>
<p><strong>Para ela, há outras hipóteses, mais em relação aos últimos anos, que podem ser consideradas, como por exemplo as aprovações durante o período pandêmico (que diminuíram a distorção idade-série).</strong> Pode também, acrescentou, ser um reflexo ao longo das últimas décadas de maior acesso, pois são mais estudantes indo à escola na educação básica, o que é muito positivo&#8221;, explicou Manoela.</p>
<p><strong>Cruzando os dados de conclusão em critérios de diferenças raciais, de gênero e de renda, o fator mais determinante ainda é a renda</strong>. No ensino médio, a diferença na taxa de conclusão entre os 20% mais pobres e os 20% mais ricos caiu 15,2 pontos percentuais ao longo da década, passando de 49,1 em 2015 (36,1% versus 85,2%) para 33,8 em 2025 (60,4% versus 94,2%). Ou seja, ambos os grupos avançaram, porém a disparidade ainda é considerável. Hoje, entre os 20% mais pobres, a quantidade dos que se formam no ensino médio ainda é 25% menor do que aqueles que se formavam, entre os 20% mais ricos, há dez anos. Essa diferença indica que, mantido o ritmo atual, os jovens mais pobres só terão as mesmas chances que os mais ricos de concluir o ensino médio em mais de duas décadas.</p>
<p><strong>Embora menos determinante, o critério de raça ou cor ainda é importante e não deve ser desconsiderado.</strong> Segundo o resumo do estudo, a<em> </em>análise por recortes de cor ou raça também ressalta diferenças nas taxas de conclusão entre estudantes brancos e amarelos e pretos, pardos e indígenas (PPI). Em 2025, a taxa de conclusão foi de 81,7% para brancos/amarelos e 69,5% para PPI, uma diferença de 12,2 pontos percentuais, quase um terço da diferença entre os mais ricos e mais pobres.</p>
<p>Mesmo entre os mais pobres, a questão racial é determinante. Ao comparar os homens mais pobres, os PPIs têm taxa de conclusão hoje de 78,6%, a menor entre os segmentos. Jovens do sexo masculino pobres, porém, fora do critério de PPI, têm média de 86% de conclusão. O inverso ocorre entre as meninas, pois para elas as 20% mais pobres entre os PPIs têm 86,5% de taxa de conclusão, ante 85,5% de brancas e orientais. Na outra ponta, mulheres entre os PPIs têm 100% de taxa de conclusão, e as de descendência branca ou asiática, 99,3%. Homens brancos ou asiáticos têm taxa de 99,1% de conclusão, enquanto homens PPIs têm 93,2%.</p>
<p><strong>A disparidade regional também permanece relevante. Segundo o estudo, no ensino médio as maiores evoluções na década ocorreram nas regiões Norte (com alta de 25,7 pontos percentuais, passando de 43,4% em 2015 para 69,1% em 2025) e Nordeste (com avanço de 23 pontos percentuais, de 46,3% para 69,3% no mesmo período)</strong>. Apesar dos aumentos, as taxas ainda estão bem distantes do Sudeste, com 79,6% de conclusão, do Centro-Oeste, com 75,4%, e do Sul, com 73,6% de concluintes dentro da idade correta.</p>
<blockquote class="quote-light"><p>&#8220;A gente tem que olhar para esse território, para as igualdades regionais que se refletem em outros indicadores também da educação básica. Então é muito importante olhar para políticas que possam avançar nesse sentido e, intencionalmente, para as desigualdades, olhando para as particularidades, principalmente no Norte e Nordeste, onde os estudantes mais precisam&#8221;, avalia Manoela.</p></blockquote>
<p>Os resultados do estudo também indicam que é preciso ampliar e acelerar os esforços, principalmente para evitar evasão escolar e o atraso na conclusão dos ciclos de ensino. Entre as soluções consideradas está a ampliação de políticas de apoio à continuidade de estudos, inclusive políticas de complementação de renda, e o uso do ensino integral como política pedagógica de fomento.</p>
<blockquote class="quote-light"><p>&#8220;Pesquisas recentes em alguns estados brasileiros já apontam uma redução da evasão no ensino médio quando o estudante está no ensino médio integral, comparado ao ensino médio regular.</p></blockquote>
<p>Para a gerente da organização Todos pela Educação, políticas de recomposição das aprendizagens também são muito importantes. &#8220;E, claro, políticas que visam à redução das desigualdades, tanto socioeconômicas, quanto raciais ou regionais. Então, é muito importante que cada estado tenha um bom diagnóstico e entenda os maiores motivos e as causas desse abandono na sua rede de ensino para pensar uma combinação de ações e políticas de permanência que façam mais sentido para o seu território&#8221;, afirma.</p>
<p><em><strong>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-11/renda-e-cor-sao-determinantes-para-nao-concluir-o-ensino-medio-no-pais">Agência Brasil</a></strong></em></p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/renda-e-cor-sao-determinantes-para-nao-concluir-ensino-medio-no-pais/">Renda e cor são determinantes para não concluir ensino médio no país</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Pretos e pardos têm menos acesso à infraestrutura urbana que brancos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agencia Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Apr 2025 13:56:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade Racial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esse retrato da desigualdade étnico-racial no Brasil faz parte de um suplemento do Censo 2022</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_46239" aria-describedby="caption-attachment-46239" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-46239" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/04/Pretos-e-pardos-tem-menos-acesso-a-infraestrutura-urbana-que-brancos-1024x613.webp" alt="" width="1024" height="613" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/04/Pretos-e-pardos-tem-menos-acesso-a-infraestrutura-urbana-que-brancos-1024x613.webp 1024w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/04/Pretos-e-pardos-tem-menos-acesso-a-infraestrutura-urbana-que-brancos-300x179.webp 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/04/Pretos-e-pardos-tem-menos-acesso-a-infraestrutura-urbana-que-brancos-768x459.webp 768w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/04/Pretos-e-pardos-tem-menos-acesso-a-infraestrutura-urbana-que-brancos.webp 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-46239" class="wp-caption-text">Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Pessoas pretas e pardas residem menos em endereços com características adequadas de infraestrutura urbana, quando comparadas à população branca. Esse retrato da desigualdade étnico-racial no Brasil faz parte de um suplemento do Censo 2022, divulgado nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1639181&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1639181&amp;o=node" /></p>
<p>A pesquisa Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios coletou dados como presença de pavimentação, calçadas, bueiros, iluminação pública, pontos de ônibus, rampa para cadeirantes, arborização e sinalização para bicicletas.</p>
<p>A diferença entre pretos, pardos e brancos pode ser percebida, por exemplo, na parcela dessas populações que moram em ruas pavimentadas.</p>
<p>Entre os brancos, 91,3% residem em vias pavimentadas. Entre os pretos, são 87%; entre os pardos, 86%.</p>
<h3>Mobilidade</h3>
<p>Caminhar perto de casa também é mais fácil ou mais difícil dependendo da cor da pessoa. Na população branca, 88,2% moram em rua com calçada. Entre os pretos, 79,2%; entre os pardos, 81%.</p>
<p>Mesmo quando há calçada, existem diferenças. Isso porque 63,7% da população branca vive em ruas que têm obstáculos, como buracos, desníveis, entradas para estacionamento irregulares ou trechos quebrados. Entre os pardos, a marca sobe para 67%, superando também a proporção entre os pretos (65,2%).</p>
<p>Outra característica que apresenta a vantagem da população branca é a existência de ponto de ônibus ou van na rua de casa. Entre os pardos, a proporção dos que vivem nessa condição e 7,1%. Entre os pretos, 8,2%. Já entre os brancos, 10,6% ─ acima da média nacional (8,8%).</p>
<p>A presença de sinalização para bicicletas, sejam ciclovias, ciclofaixas, placas ou pinturas no chão, é mais uma característica que está mais presente no cotidiano de pessoas brancas, apesar de ser baixa em todo o país (1,9%). Entre a população branca, 2,5% vivem em locais com essa solução de mobilidade. Para pretos e pardos, a proporção é 1,4%.</p>
<p>Em todo o país, 15,2% da população mora em ruas com rampa para cadeirantes. Mais uma vez, a população branca (19,2%) tem proporção acima da média nacional e das de pretos (11,1%) e pardos (11,9%).</p>
<p>De acordo com o gerente de pesquisas e classificações territoriais do IBGE, Jaison Cervi, <strong>os piores índices apresentados por pretos e pardos estão relacionados aos indicadores socioeconômicos desses grupos e ao fato de serem maioria dos habitantes de favelas e comunidades urbanas.</strong></p>
<p>Em novembro de 2024, o IBGE revelou que pretos e pardos são 72,9% dos moradores de comunidades.</p>
<p>“Essas variáveis podem explicar porque pardos e pretos não têm a mesma oferta de equipamentos urbanos das demais categorias de cor e raça”, explicou à <strong>Agência Brasil</strong>.</p>
<p>Quando a análise é a presença de bueiros nas ruas, a parcela dos brancos é de 60,8%, novamente superando pretos (50,7%) e pardos (47,1%). Na média da população brasileira como um todo, o indicador é de 53,7%.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" style="font-weight: bold; background-color: transparent; color: #767676;" title="Fernando Frazão/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/Xbt32axRKgLyktWmsMgJXRVp3mk=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/03/28/_mg_1623_0.jpg?itok=MnkfspnD" alt="Rio de Janeiro (RJ) 26/03/2024 – Trecho do Rio Joana no Morro do Andaraí, atendido pelo programa Favela Bairro, que completa 30 anos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" width="754" height="503" /></p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image">
<div class="dnd-atom-rendered">Trecho do Rio Joana no Morro do Andaraí Fernando Frazão/Agência Brasil</div>
<div class="dnd-caption-wrapper">
<h3 class="meta"><span style="font-size: 24px;">Indígenas</span></h3>
</div>
</div>
<p>O IBGE identificou também que a população considerada indígena apresentou menos acesso aos itens de infraestrutura urbana em praticamente todos os itens analisados, quando comparada aos não indígenas.</p>
<p>Em relação à pavimentação de calçada, por exemplo, a proporção entre indígenas é 75,3%, abaixo da média nacional (88,6%).</p>
<p>O analista do IBGE Maikon Roberth de Novaes pondera que é necessário levar em consideração as características sócio-organizacional das populações indígenas.</p>
<p>“Talvez não faça muito sentido haver ponto de ônibus ou calçada nas terras indígenas ou em áreas onde residiam moradores que se declaravam indígenas”, explica.</p>
<h3>Busca de informações</h3>
<p>Cerca de 30 mil agentes coletaram características dos trechos das vias onde moram as pessoas, delimitação que o IBGE chama de face de quadra. De forma simplificada, cada face pode ser entendida como um “pedaço” da quadra onde fica o domicílio, por exemplo, de uma esquina a outra.</p>
<p>Os agentes censitários verificaram informações de 11,4 milhões de faces de quadra, que abrangem 63,1 milhões de domicílios &#8211; 69,56% do total do país. Ao todo, esse universo representa 174,2 milhões de moradores &#8211; 85,75% da população brasileira (202,1 milhões de pessoas).</p>
<p><em><strong>Fonte: <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-04/pretos-e-pardos-tem-menos-acesso-infraestrutura-urbana-que-brancos">agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-04/pretos-e-pardos-tem-menos-acesso-infraestrutura-urbana-que-brancos</a></strong></em></p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/pretos-e-pardos-tem-menos-acesso-a-infraestrutura-urbana-que-brancos/">Pretos e pardos têm menos acesso à infraestrutura urbana que brancos</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Exposição no Rio explora diversidade da produção artística afro-brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agencia Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Apr 2025 18:03:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Exposições]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade Racial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artes plásticas e literatura se unem em mostra no Rio de Janeiro</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_46020" aria-describedby="caption-attachment-46020" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-46020" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/04/Exposicao-no-Rio-explora-diversidade-da-producao-artistica-afro-brasileira.webp" alt="" width="800" height="479" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/04/Exposicao-no-Rio-explora-diversidade-da-producao-artistica-afro-brasileira.webp 800w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/04/Exposicao-no-Rio-explora-diversidade-da-producao-artistica-afro-brasileira-300x180.webp 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/04/Exposicao-no-Rio-explora-diversidade-da-producao-artistica-afro-brasileira-768x460.webp 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-46020" class="wp-caption-text">Tomaz Silva/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Afro-brasilidade, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel, é o título da quinta exposição da FGV Arte, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. A mostra reúne mais de 300 obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias e documentos históricos.</p>
<p>Com ênfase na produção artística afro-brasileira, a exposição apresenta diferentes perspectivas de representação cultural, evidenciando a pluralidade e a riqueza da arte produzida por grandes nomes como Aleijadinho, Mestre Athaíde e Mestre Valentim, e criações contemporâneas de Rosana Paulino, Felippe Sabino, Lucia Laguna e Sérgio Vidal, entre outros.</p>
<p>A mostra tem curadoria de Paulo Herkenhoff e João Victor Guimarães e fica em exibição até agosto de 2025. O acesso à galeria é gratuito e a exposição terá uma programação educacional, incluindo palestras, minicursos, seminários e oficinas. Segundo Guimarães, a mostra homenageia Mestre Valentim, Rubem Valentim e Emanoel Araújo.</p>
<blockquote class="quote-light"><p>“Temos um entendimento de que a produção da arte brasileira se alimenta da produção das artes afro-brasileiras que estão há alguns séculos se construindo, embora nem sempre ocupando os espaços devidos e correspondentes à qualidade, destreza e magnitude dessas produções”, afirmou o curador adjunto.</p></blockquote>
<p>Paulo Herkenhoff, em sua curadoria, destacou a justaposição e a complexidade histórica da arte afro-brasileira, trazendo uma abordagem que não esconde o período escravista do país.</p>
<p>“A exposição foi concebida como um tecido que se expande e se entrelaça, conectando diferentes tempos, territórios e perspectivas. A mostra transita desde o pano da costa, elemento presente nos rituais da vida africana, até esculturas históricas que dialogam com a ancestralidade”, disse Herkenhoff.</p>
<figure style="width: 754px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" style="font-weight: bold; background-color: transparent; color: #767676;" title="Tomaz Silva/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/CU3MtJAh8l5jsDw73jCRxh8JLIA=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2025/04/10/toms8357.jpg?itok=udl5BU10" alt="Rio de Janeiro (RJ), 10/04/2025 – Exposição Afro-brasilidade, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel na FGV Arte, na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" width="754" height="503" /><figcaption class="wp-caption-text">Exposição Afro-brasilidade, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel na FGV Arte, na zona sul do Rio de Janeiro. Tomaz Silva/Agência Brasil</figcaption></figure>
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<div class="dnd-atom-rendered"> A literatura brasileira também tem destaque em <em>Afro-brasilidade, homenagem a dois Valentins e a um Emanoel</em>. Além da homenagem a Machado de Assis, composta de um retrato e de um manuscrito, a escritora Carolina Maria de Jesus tem reproduzido, em uma parede inteira, o conhecido diálogo com Clarice Lispector, retratado por Paulo Mendes Campos.</div>
</div>
<h2>Amplitude geográfica</h2>
<p>A concepção de culturas afro-brasileiras, no plural, foi pensada pelos curadores de acordo com as diferenças geográficas. A coletiva reúne artistas e pensadores que fundamentam o que se pode compreender como afro-brasilidade no plano nacional. Segundo João Victor Guimarães, a prioridade é destacar artistas fora do mercado sudestino, como os artistas baianos e nordestinos:</p>
<p>&#8220;Nós temos obras de artistas de diversos estados do Brasil. As identidades afro-brasileiras se manifestam de diferentes formas em diferentes regiões. Então, atendendo a esse entendimento, buscamos uma ampliação geográfica para a exposição. Além, claro, da destreza técnica, da coerência da produção, da relevância de cada artista, porque nós entendemos que são desses trabalhos que a exposição é feita”, completa Guimarães.</p>
<p>Além da pluralidade territorial, a mostra se preocupa em resgatar do esquecimento artistas historicamente marginalizados no circuito artístico. É o caso, como afirmou Paulo Herkenhoff, da tela inédita da artista gaúcha Maria Lídia Magliani, <em>My baby just cares for you</em>, nunca exposta ao público.</p>
<figure style="width: 754px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" style="font-weight: bold; background-color: transparent; color: #767676;" title="Tomaz Silva/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/JUUplGTpnGlo0z_652BsP8pJhjM=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2025/04/10/toms8378.jpg?itok=YtH1YhCE" alt="Rio de Janeiro (RJ), 10/04/2025 – Exposição Afro-brasilidade, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel na FGV Arte, na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" width="754" height="503" /><figcaption class="wp-caption-text">Exposição Afro-brasilidade, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel na FGV Arte, na zona sul do Rio de Janeiro Tomaz Silva/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Serviço:<br />
<strong><em>Afro-brasilidade, homenagem a dois Valentins e a um Emanoel</em></strong><br />
Quando: Terça a sexta, das 10h-20h, sábado e domingo, das 10h-18h; Em cartaz até agosto de 2025<br />
Onde: Praia de Botafogo, 190.</p>
<p><em><strong>Fonte: <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2025-04/exposicao-explora-diversidade-da-producao-artistica-afro-brasileira">agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2025-04/exposicao-explora-diversidade-da-producao-artistica-afro-brasileira</a></strong></em></p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/exposicao-no-rio-explora-diversidade-da-producao-artistica-afro-brasileira/">Exposição no Rio explora diversidade da produção artística afro-brasileira</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Prefeitura certifica Baianas do Acarajé nesta quarta-feira no Muhcab</title>
		<link>https://ilhacarioca.com/prefeitura-certifica-baianas-do-acaraje-nesta-quarta-feira-no-muhcab/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2025 00:38:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade Racial]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura do Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Iniciativa valoriza um patrimônio imaterial do Brasil</p>
<p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/prefeitura-certifica-baianas-do-acaraje-nesta-quarta-feira-no-muhcab/">Prefeitura certifica Baianas do Acarajé nesta quarta-feira no Muhcab</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_45850" aria-describedby="caption-attachment-45850" style="width: 1000px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-45850" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/04/Prefeitura-certifica-Baianas-do-Acaraje-nesta-quarta-feira-no-Muhcab.webp" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/04/Prefeitura-certifica-Baianas-do-Acaraje-nesta-quarta-feira-no-Muhcab.webp 1000w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/04/Prefeitura-certifica-Baianas-do-Acaraje-nesta-quarta-feira-no-Muhcab-300x200.webp 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/04/Prefeitura-certifica-Baianas-do-Acaraje-nesta-quarta-feira-no-Muhcab-768x512.webp 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption id="caption-attachment-45850" class="wp-caption-text">Foto: Rafael Catarcione/Prefeitura</figcaption></figure>
<p>A <strong><a href="https://ilhacarioca.com/tag/prefeitura-do-rio">Prefeitura do Rio</a></strong>, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, realiza nesta quarta-feira (dia 09/04), às 15 horas, no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), a cerimônia de certificação de dez novas Baianas do Acarajé. É a segunda certificação promovida pela Prefeitura do Rio. Em maio de 2024, foram certificados 24 Baianas e Baianos.</p>
<p>Após a certificação, as Baianas poderão solicitar, junto à Secretaria de Ordem Pública, a autorização necessária para atuar legalmente em seus tabuleiros. O processo inclui a isenção da Taxa de Uso de Área Pública (TUAP), garantindo que as Baianas exerçam seu ofício com segurança jurídica, respaldadas por seus direitos.</p>
<p>A iniciativa visa não apenas valorizar um patrimônio imaterial do Brasil, mas também promover a inclusão socioeconômica dessas profissionais, fortalecendo sua autonomia e a preservação dessa tradição ancestral. Além de regularizar a atividade, a certificação reforça o compromisso do poder público em proteger e fomentar as expressões culturais locais, reconhecendo o papel fundamental das Baianas de Acarajé na identidade e na economia criativa da cidade.</p>
<p>O ofício das Baianas, reconhecido pelo Iphan em 2005 como Patrimônio Cultural do Brasil, ganhou ainda mais visibilidade no Rio. Com decretos e resoluções municipais, como o Programa “Baianas do Rio de Janeiro”, a prefeitura regulamentou a atividade, garantindo direitos e espaço urbano para essas trabalhadoras.</p>
<h3><strong>Programa de Desenvolvimento Cultural das Baianas do Acarajé</strong></h3>
<p>O Programa de Desenvolvimento Cultural das Baianas de Acarajé do Rio foi estabelecido em 2022, sendo a Secretaria Municipal de Cultura responsável pelo fomento do ofício das Baianas e reafirmando o compromisso na execução de políticas públicas que promovem a difusão e o fortalecimento do movimento das Baianas de Acarajé.</p>
<p>As Baianas ou Baianos de Acarajé são mulheres/homens que comumente provêm o sustento de suas casas através da venda de acarajés e de outras comidas típicas da culinária baiana e afro-brasileira, como por exemplo, o famoso “bolinho de feijão-fradinho pilado frito no azeite de dendê”.</p>
<p>Um censo realizado pela SMC revelou que a maioria das Baianas são mulheres (83%), autodeclaradas pretas, com idades entre 47 e 56 anos, atuando principalmente na Zona Norte da cidade. O mapeamento ajudou a direcionar políticas públicas específicas para o grupo.</p>
<p>Serviço:<br />
<strong>Cerimônia de Certificação das Baianas de Acarajé do Rio:</strong><br />
Data: 9 de abril de 2025<br />
Horário: 15 horas<br />
Local: Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab)<br />
Endereço: Rua Pedro Ernesto, nº 80 – Gamboa</p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/prefeitura-certifica-baianas-do-acaraje-nesta-quarta-feira-no-muhcab/">Prefeitura certifica Baianas do Acarajé nesta quarta-feira no Muhcab</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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