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	<title>Ciências - Ilha Carioca</title>
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	<description>Portal de notícias da Ilha do Governador</description>
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	<title>Ciências - Ilha Carioca</title>
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	<item>
		<title>Pesquisador da UFRJ conquista prêmio internacional por estudos sobre Alzheimer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2026 19:27:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha do Governador]]></category>
		<category><![CDATA[Alzheimer]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha do Fundão]]></category>
		<category><![CDATA[UFRJ]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Prêmio destaca o trabalho do pesquisador brasileiro em um dos maiores desafios da medicina atual</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_49797" aria-describedby="caption-attachment-49797" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-49797" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/03/Pesquisador-da-UFRJ-e-premiado-internacionalmente-por-estudos-sobre-Doenca-de-Alzheimer-1024x613.webp" alt="" width="1024" height="613" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/03/Pesquisador-da-UFRJ-e-premiado-internacionalmente-por-estudos-sobre-Doenca-de-Alzheimer-1024x613.webp 1024w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/03/Pesquisador-da-UFRJ-e-premiado-internacionalmente-por-estudos-sobre-Doenca-de-Alzheimer-300x179.webp 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/03/Pesquisador-da-UFRJ-e-premiado-internacionalmente-por-estudos-sobre-Doenca-de-Alzheimer-768x459.webp 768w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/03/Pesquisador-da-UFRJ-e-premiado-internacionalmente-por-estudos-sobre-Doenca-de-Alzheimer.webp 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-49797" class="wp-caption-text">Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>O pesquisador Mychael Lourenço, da <strong><a href="https://ilhacarioca.com/tag/ufrj">Universidade Federal do Rio de Janeiro</a></strong>, tem se destacado internacionalmente nas pesquisas sobre a Doença de Alzheimer e foi premiado com o ALBA‑Roche Prize for Excellence in Neuroscience Research, reconhecimento concedido a cientistas em meio de carreira com contribuições relevantes para a neurociência. O prêmio destaca o trabalho do pesquisador brasileiro em um dos maiores desafios da medicina atual: compreender melhor os mecanismos da doença e desenvolver novas formas de diagnóstico e tratamento.</p>
<p>Lourenço estuda o Alzheimer desde a graduação em Biologia e hoje lidera o Lourenço Lab, grupo dedicado às pesquisas sobre demências. Seu trabalho busca entender por que o cérebro se torna vulnerável à doença e como ocorre o acúmulo de proteínas como beta-amiloide e tau, associadas à formação de placas cerebrais. Segundo o pesquisador, embora essas placas sejam conhecidas há décadas, ainda existem lacunas científicas para explicar totalmente como elas levam ao desenvolvimento da doença.</p>
<blockquote class="quote-light"><p>&#8220;Nós temos hoje no mundo em torno de 40 milhões de pessoas com doença de Alzheimer. Dessas, umas 2 milhões devem estar no Brasil, um número que pode ser subestimado por causa de problemas de acesso à saúde e diagnóstico. E nós temos uma população que está envelhecendo cada vez mais, mas a maior parte dos estudos são feitos no Norte global. Nós precisamos de dados para entender a doença no Brasil&#8221;</p></blockquote>
<p>Outro foco importante das pesquisas conduzidas na UFRJ é o diagnóstico precoce do Alzheimer. Lourenço coordena estudos que analisam biomarcadores no sangue para identificar a doença antes do aparecimento dos sintomas, etapa considerada crucial para interromper ou retardar sua progressão. A pesquisa também busca entender melhor o impacto da doença na população brasileira, já que grande parte dos estudos sobre Alzheimer ainda é feita em países do hemisfério norte.</p>
<p>Além de Lourenço, o médico Wagner Brum, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, também foi reconhecido internacionalmente. Ele recebeu o prêmio “Next One to Watch”, da Alzheimer’s Association, por pesquisas sobre exames de sangue capazes de detectar biomarcadores da doença. O trabalho dos dois cientistas reforça a relevância da pesquisa brasileira no avanço do diagnóstico e da compreensão do Alzheimer.</p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/pesquisador-da-ufrj-conquista-premio-internacional-por-estudos-sobre-alzheimer/">Pesquisador da UFRJ conquista prêmio internacional por estudos sobre Alzheimer</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Carioca vence concurso internacional de biologia quântica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agencia Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 12:13:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência e Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Prêmio é promovido pela Foundational Questions Institute</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_49582" aria-describedby="caption-attachment-49582" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-49582" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/03/Brasileira-vence-concurso-internacional-de-biologia-quantica-1024x613.webp" alt="" width="1024" height="613" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/03/Brasileira-vence-concurso-internacional-de-biologia-quantica-1024x613.webp 1024w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/03/Brasileira-vence-concurso-internacional-de-biologia-quantica-300x179.webp 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/03/Brasileira-vence-concurso-internacional-de-biologia-quantica-768x459.webp 768w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/03/Brasileira-vence-concurso-internacional-de-biologia-quantica.webp 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-49582" class="wp-caption-text">Gabriela Frajtag/Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<p>A carioca Gabriela Frajtag, de 20 anos de idade, foi reconhecida em um dos principais concursos internacionais dedicados à biologia quântica. Ela recebeu menção honrosa no prêmio promovido pelo Foundational Questions Institute (FQxI), em parceria com o Paradox Science Institute e a instituição filantrópica brasileira Idor Ciência Pioneira, que distribuiu um total de US$ 53 mil (cerca de R$ 300 mil) aos melhores ensaios. <strong>Gabriela foi contemplada com US$ 3 mil após responder à pergunta proposta pela competição: “A vida é quântica?”.</strong><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1680251&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1680251&amp;o=node" /></p>
<p>A trajetória que a levou ao reconhecimento internacional começou muito antes do anúncio do prêmio. Desde a infância, Gabriela já participou de olimpíadas científicas que iam além do currículo escolar.</p>
<p><strong>“Eu era o tipo de estudante que participava de olimpíadas científicas, dessas competições que vão além do que é ensinado na escola. Fiz de tudo: matemática, astronomia, linguística, neurociência, biologia”, disse.</strong></p>
<p>O interesse por transitar entre diferentes áreas do conhecimento a levou a ingressar na Ilum Escola de Ciência, em Campinas, São Paulo, vinculada ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem). No campus está instalado o Sirius, um dos mais modernos aceleradores de elétrons do mundo.</p>
<blockquote class="quote-light"><p>“A Ilum é interdisciplinar, então eu podia estudar biologia, física, matemática e ciência de dados ao mesmo tempo. Estar dentro do Cnpem foi decisivo para mim”, explica.</p></blockquote>
<p>O ponto de virada ocorreu em agosto do ano passado, quando Gabriela participou da primeira edição da Escola de Biologia Quântica, realizada em Paraty, Rio de Janeiro. O encontro foi organizado pelo Idor Ciência Pioneira e integrou as celebrações do Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quânticas, proclamado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).</p>
<p><strong>Durante uma semana, 40 estudantes e pesquisadores mergulharam em um campo emergente que investiga fenômenos biológicos à luz das leis da física quântica.</strong> “Foi ali que eu mergulhei de verdade nesse campo que trata a biologia também a partir da interseção com a física”, afirma.</p>
<p>Foi a partir dos contatos feitos em Paraty que surgiu a oportunidade internacional. Em um grupo de mensagens criado entre os participantes do curso, alguém compartilhou o edital do concurso promovido pela FQxI e pelo Paradox Science Institute.</p>
<p>Sem ainda ter uma pesquisa consolidada na área, Gabriela optou por escrever um ensaio com perspectiva histórica, resgatando como o campo da biologia quântica se formou ao longo das décadas.</p>
<p>“Sempre li muito sobre história da ciência, biografias, como as descobertas acontecem. Achei interessante fazer uma visão panorâmica”, explica.</p>
<p><strong>Gabriela concluiu a graduação em 2025 e se formou em primeiro lugar na turma.</strong> Pouco depois, veio a notícia de que havia recebido a menção honrosa internacional. <strong>“Foi uma grande surpresa ganhar. Eu realmente não estava esperando”, afirma.</strong></p>
<p>A premiação será dada de forma online, com divulgação nas redes da instituição e transferência do valor em dinheiro. “Eu fiz uma entrevista em inglês para eles publicarem. É uma experiência muito interessante”, disse.</p>
<p><strong>O concurso também representou para Gabriela uma oportunidade de mergulhar mais profundamente em um campo científico que sempre despertou sua curiosidade.</strong></p>
<p>“A biologia quântica é basicamente uma área que investiga como fenômenos da mecânica quântica, ou seja, como efeitos eletrônicos e energéticos em escala microscópica podem influenciar processos biológicos, por exemplo na fotossíntese ou na navegação de alguns animais”, explica.</p>
<p><strong>Embora não atue diretamente na área, o interesse surgiu ainda durante a formação científica.</strong> “Eu não trabalho diretamente com a área, mas sempre fui muito interessada em história da ciência e em contar histórias”.</p>
<p>Para tornar o tema mais acessível, Gabriela cita um dos exemplos mais conhecidos estudados pelos pesquisadores: a navegação das aves migratórias.</p>
<blockquote class="quote-light"><p>“Um exemplo clássico é a navegação de aves migratórias. A ideia mais estudada envolve uma proteína chamada criptocromo, presente nos olhos dessas aves. Quando a luz atinge essa proteína, ela forma um par de elétrons cujos estados ficam correlacionados por um fenômeno quântico chamado entrelaçamento”, explica.</p></blockquote>
<p>“O campo magnético da Terra pode influenciar a dinâmica desses elétrons, o que pode alterar reações dentro da proteína. Aí o que se teoriza é que provavelmente essas reações diferentes podem resultar em sinais visuais ou bioquímicos que ajudam a ave a perceber a direção do campo magnético, funciona como uma espécie de bússola interna”.</p>
<p>Segundo a jovem cientista, é justamente essa interface entre física e biologia que torna o campo tão instigante, uma área emergente que busca compreender como efeitos quânticos podem ter papel determinante em mecanismos fundamentais da vida.</p>
<p><strong>Gabriela planeja seguir carreira acadêmica.</strong> “Quero fazer mestrado, depois doutorado fora do Brasil e, eventualmente, virar professora e ter meu próprio laboratório”, disse.</p>
<p>O reconhecimento, de acordo com Gabriela, mostra que jovens cientistas brasileiros podem participar de debates científicos globais desde o início da carreira. “É um campo muito novo, com muito espaço para crescer. Participar disso tão cedo é uma responsabilidade e também uma motivação para continuar&#8221;.</p>
<p><em><strong>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-03/brasileira-vence-concurso-internacional-de-biologia-quantica">Agência Brasil</a></strong></em></p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/carioca-vence-concurso-internacional-de-biologia-quantica/">Carioca vence concurso internacional de biologia quântica</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Pesquisadora da UFRJ desenvolve medicamento promissor para reversão de lesão medular</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geísa Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Sep 2025 11:53:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ilha do Governador]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[UFRJ]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não posso mais ser conservadora diante disso”, declarou a pesquisadora.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-47795" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/09/Pesquisadora-da-UFRJ-desenvolve-medicamento-promissor-para-reversao-de-lesao-medular.png" alt="" width="539" height="315" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/09/Pesquisadora-da-UFRJ-desenvolve-medicamento-promissor-para-reversao-de-lesao-medular.png 539w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/09/Pesquisadora-da-UFRJ-desenvolve-medicamento-promissor-para-reversao-de-lesao-medular-300x175.png 300w" sizes="(max-width: 539px) 100vw, 539px" />Após 25 anos de pesquisa silenciosa e persistente, a professora doutora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), revelou ao mundo um medicamento inovador com potencial para reverter lesões medulares — condição que, até hoje, representa um dos maiores desafios da medicina regenerativa.</p>
<p>O medicamento, batizado de polilaminina, foi desenvolvido a partir da proteína laminina, naturalmente presente na placenta humana. Essa substância é conhecida por sua capacidade de modular o comportamento celular e promover a regeneração do sistema nervoso durante o desenvolvimento embrionário.</p>
<p>Durante a fase experimental, pacientes que sofreram lesões graves na medula espinhal — causadas por acidentes de trânsito, quedas ou ferimentos por arma de fogo — apresentaram recuperação parcial ou total dos movimentos após aplicação da polilaminina. Um dos casos mais emblemáticos é o do bancário Bruno Drummond de Freitas, que recebeu o medicamento 24 horas após um acidente e, em poucos meses, voltou a andar normalmente.</p>
<p>Além dos testes em humanos, a substância também foi aplicada em animais com lesões antigas. Em cães, por exemplo, quatro dos seis tratados recuperaram a capacidade de locomoção.</p>
<p>O tratamento consiste em uma única aplicação do medicamento diretamente na medula espinhal, seguida de sessões de fisioterapia. Os resultados mais expressivos ocorrem quando a aplicação é feita nas primeiras 24 horas após o trauma, mas há evidências de eficácia também em casos crônicos.</p>
<p>A pesquisa, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), agora aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar os estudos clínicos regulatórios em larga escala. A farmacêutica Cristália, parceira no desenvolvimento do medicamento, já investiu mais de R$ 28 milhões no projeto.</p>
<p>Tatiana Sampaio, pós-doutora pela Universidade de Illinois, afirma que a polilaminina representa uma alternativa mais segura e acessível às terapias com células-tronco, cujos resultados ainda são imprevisíveis. “Estamos diante de uma possibilidade real de devolver autonomia a milhares de pessoas. Não posso mais ser conservadora diante disso”, declarou a pesquisadora.</p>
<p>Se aprovado, o medicamento poderá marcar uma revolução no tratamento de lesões medulares, oferecendo esperança concreta a pacientes que, até então, enfrentavam um prognóstico de paralisia permanente.</p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/pesquisadora-da-ufrj-desenvolve-medicamento-promissor-para-reversao-de-lesao-medular/">Pesquisadora da UFRJ desenvolve medicamento promissor para reversão de lesão medular</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Sete planetas estarão alinhados no céu nesta sexta-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agencia Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Feb 2025 12:31:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Solar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marte, Vênus e Júpiter são os únicos que podem ser vistos a olho nu</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-44484" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/02/Sete-planetas-estarao-alinhados-no-ceu-nesta-sexta-feira-1024x613.webp" alt="" width="1024" height="613" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/02/Sete-planetas-estarao-alinhados-no-ceu-nesta-sexta-feira-1024x613.webp 1024w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/02/Sete-planetas-estarao-alinhados-no-ceu-nesta-sexta-feira-300x179.webp 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/02/Sete-planetas-estarao-alinhados-no-ceu-nesta-sexta-feira-768x459.webp 768w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/02/Sete-planetas-estarao-alinhados-no-ceu-nesta-sexta-feira.webp 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" />Um desfile de planetas. É assim que o Observatório Nacional descreve o que se tem configurado no céu nos últimos dias. Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e, nesta sexta-feira (28), também Mercúrio, estão “alinhados”. Três planetas podem ser vistos a olho nu: Marte, Vênus e Júpiter. Os demais são mais difíceis de serem observados. Apesar de não ser raro, o fenômeno não deixa de ser um convite para olhar para cima e admirar.</p>
<p>“Como é um fenômeno que está distribuído em uma área muito grande do céu, não é um fenômeno para você olhar com o telescópio, é um fenômeno para você olhar com os olhos. Deitar em um lugar seguro, com a visão livre do Oeste, do poente, e apreciar essa grande essa beleza. Você vai ter, realmente, vários planetas visíveis no céu”, diz o astrofísico do Observatório Nacional Ricardo Ogando.</p>
<p>Ogando explica que Marte, Vênus e Júpiter estarão mais visíveis e serão mais fáceis de serem observados. A dica é olhar para o ponto onde o Sol se põe. Mercúrio aparecerá ali por um momento, mas será muito difícil vê-lo.</p>
<p>Já Urano e Netuno são planetas muito distantes da Terra e, por isso, a luz que eles refletem é muito fraca, o que impossibilita a observação a olho nu. De acordo com o astrofísico, Mercúrio e Saturno tipicamente são visíveis a olho nu, mas estarão muito perto do Sol no céu e serão ofuscados por ele.</p>
<p>“O céu começa a ficar mais escuro, você consegue ver bem Vênus. E aí, um pouco mais acima, Júpiter e, depois, Marte. Além disso, a Lua vai estar no céu nesse momento. Não é um planeta, é o nosso satélite, mas estará lá. É como se tivesse essa grande parada, um desfile de planetas”, descreve o astrofísico.</p>
<p>Para localizar os planetas, a dica de Ogando é usar um aplicativo para celular. É possível baixar gratuitamente aplicativos que mapeiam o céu.</p>
<p>O astrônomo e diretor do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Thiago Gonçalves, explica que planetas, ao contrário de estrelas, não cintilam, ou não piscam.</p>
<p>“À primeira vista, o planeta vai quase sempre parecer uma estrela muito brilhante”, orienta o astrônomo. “A particularidade dos planetas é que eles não cintilam. Eles estão mais próximos da gente. A cintilação acontece por conta de um efeito atmosférico. É a luz atravessando a atmosfera que faz com que pareça que as estrelas piscam um pouquinho. Mas, como os planetas estão mais próximos da gente, eles não cintilam”.</p>
<h3>Entenda o alinhamento</h3>
<p>De acordo como Observatório Nacional, embora o termo alinhamento planetário seja o mais usado, ele não descreve exatamente o fenômeno observado. Quando os planetas estão aparentemente próximos no céu, o correto é dizer que estão em “conjunção”.</p>
<p>Há vários tipos de conjunção, sendo a mais comum a conjunção em ascensão reta, explica o Observatório. Assim, em vez de “alinhamento”, o mais adequado seria falar sobre a visibilidade simultânea dos planetas no céu. Além disso, os planetas não formam exatamente uma linha, mas sim um arco no céu quando observados da Terra.</p>
<p>“O que acontece na prática é que, como todos eles estão mais ou menos na mesma direção, a gente consegue ver todos eles no céu ao mesmo tempo, supostamente. Isso quer dizer que em um dado momento da noite, você poderia, teoricamente, olhar para o céu e ver todos os planetas”, ressalta Gonçalves.</p>
<p>Ele explica que usa o termo teoricamente porque na prática, isso não ocorre. É preciso que haja condições muito ideias para que todos possam ser avistados, mesmo com equipamentos astronômicos.</p>
<p>O fenômeno não é raro. O Observatório divulgou que ainda este ano, de 12 a 20 de agosto, antes do Sol nascer teremos Mercúrio, Vênus, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno ao mesmo tempo visíveis no céu.</p>
<h3>Conjunção entre Vênus e Júpter</h3>
<p>O destaque será para o dia 12 de agosto, quando haverá uma conjunção entre os dois planetas mais brilhantes do céu: Vênus e Júpiter.</p>
<p>Para Gonçalves, ainda assim, é uma boa oportunidade para olhar para o céu. “Eu gosto de dizer que é uma boa oportunidade para que a gente aumente digamos a divulgação sobre a importância da ciência e de olhar para o céu”, diz. “A gente tem cientistas trabalhando bastante e esse momento é bom para estabelecer um contato, estabelecer a comunicação, aparecer nas redes sociais para que as pessoas consigam se conectar um pouco com o céu e com os astrônomos brasileiros”.</p>
<h3>Informações falsas</h3>
<p>Segundo Ogando, esse fenômeno ganhou projeção e há informação falsas sendo divulgadas sobre ele. Uma delas é justamente que se trata de um fenômeno raro.</p>
<p>“Esse ‘alinhamento’, curiosamente, ganhou uma visibilidade. E, junto com ela, umas uns penduricalhos errados, falando que é super raro, que só acontece em um trilhão de anos. Eles nem têm ideia do que é um trilhão de anos. O universo tem 13,7 bilhões de anos. É muito engraçado ver como o pessoal realmente criou um monte de fantasia em torno disso e aí isso, isso cria uma expectativa no público, que se decepciona depois”, diz.</p>
<p>Outra informação enganosa é que o alinhamento pode gerar fenômenos e desastres naturais na Terra por conta da gravidade dos planetas. De acordo com Ogando, isso é impossível.</p>
<p>“É uma força ínfima. Os planetas estão muito distantes. Por mais que Júpiter, por exemplo, seja um planeta com uma massa muito grande, muito maior do que a da Terra, ele está a uma distância muito grande. Então, a influência gravitacional é ínfima”, explica.</p>
<h3>O Sistema Solar</h3>
<p>A Terra faz parte do chamado Sistema Solar. Ao redor do Sol orbitam os planetas Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, nesta ordem. Mercúrio, Vênus, Terra e Marte são os planetas mais próximos do Sol e são formados principalmente por rochas.</p>
<p>Júpiter, Saturno, Urano e Netuno são planetas gasosos, mais distantes do Sol e formados por gases diversos. Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar. Enquanto a Terra demora 365 dias, ou um ano, para dar volta a redor do Sol, Netuno, o planeta mais distante demora o equivalente a 165 anos para completar essa volta.</p>
<p><em><strong>Fonte: <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-02/sete-planetas-estarao-alinhados-no-ceu-nesta-sexta-feira">agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-02/sete-planetas-estarao-alinhados-no-ceu-nesta-sexta-feira</a></strong></em></p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/sete-planetas-estarao-alinhados-no-ceu-nesta-sexta-feira/">Sete planetas estarão alinhados no céu nesta sexta-feira</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>&#8220;Cometa do Diabo&#8221; ficará visível no Brasil neste domingo, dia 21</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Apr 2024 17:02:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência e Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O melhor horário para observação será entre 17h40 e 18h30</p>
<p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/cometa-do-diabo-ficara-visivel-no-brasil-neste-domingo-dia-21/">“Cometa do Diabo” ficará visível no Brasil neste domingo, dia 21</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_42045" aria-describedby="caption-attachment-42045" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-42045" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2024/04/Cometa-do-Diabo-ficara-visivel-no-Brasil-neste-domingo-dia-21-1024x682.jpg" alt="" width="1024" height="682" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2024/04/Cometa-do-Diabo-ficara-visivel-no-Brasil-neste-domingo-dia-21-1024x682.jpg 1024w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2024/04/Cometa-do-Diabo-ficara-visivel-no-Brasil-neste-domingo-dia-21-300x200.jpg 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2024/04/Cometa-do-Diabo-ficara-visivel-no-Brasil-neste-domingo-dia-21-768x512.jpg 768w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2024/04/Cometa-do-Diabo-ficara-visivel-no-Brasil-neste-domingo-dia-21-1536x1023.jpg 1536w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2024/04/Cometa-do-Diabo-ficara-visivel-no-Brasil-neste-domingo-dia-21.jpg 1812w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-42045" class="wp-caption-text">Foto: Caio Correia / Observatório Nacional</figcaption></figure>
<p>O cometa 12P/Pons-Brooks, mais conhecido como &#8220;Cometa do Diabo&#8221;, poderá ser visto no Brasil e no restante do Hemisfério Sul neste domingo (21). O objeto demora cerca de 71,3 anos para completar uma volta em torno do Sol.</p>
<p>No dia 21 de abril, ele ficará mais visível, pois estará no ponto mais próximo do Sol. Desde o dia 7 de abril, observadores estão acompanhando a passagem do corpo celeste na Região Nordeste, já que os estados localizados mais ao Norte do país serão os primeiros a ver o cometa no céu.</p>
<p>De acordo com o astrônomo do Observatório Nacional, Filipe Monteiro, não será possível ver o Cometa do Diabo a olho nu por causa da intensidade do brilho, o que não pode ser previsto. Desta forma, é preciso usar aparelhos, como binóculos e telescópios. O melhor horário para observação será entre 17h40 e 18h30.</p>
<p>“Os observadores deverão olhar para o horizonte oeste, na mesma direção do pôr do sol, para ver o cometa. O cometa está visível logo após o pôr do Sol, primeiramente abaixo da Constelação de Touro, e a partir de maio, abaixo da Constelação de Órion, sempre por volta das 17h40 às 18h30. A maior dificuldade será encontrar um lugar com o horizonte oeste livre, visto que o cometa está muito baixo no céu, numa altura de cerca de 15 graus”, explica o astrônomo.</p>
<p>No dia 2 de junho, o Cometa do Diabo ficará bem perto da Terra, porém a visibilidade não será boa.</p>
<h3>Por que é chamado de &#8220;Cometa do Diabo&#8221;?</h3>
<p>O 12P/Pons-Brooks é um cometa tipo Halley, ou seja, de curta duração entre 20 e 200 anos (os de longa duração podem existir por milhares de anos). Foi descoberto a primeira vez, em 1812, pelo francês Jean-Louis Pons. Depois, em 1883, foi redescoberto de forma independente pelo inglês William Robert Brooks.</p>
<p>O nome Cometa do Diabo surgiu somente em 20 de julho de 2023 após registros feitos pelo astrônomo Elek Tamás, do Observatório Harsona na Hungria.</p>
<p>“O astrônomo percebeu que o cometa estava consideravelmente mais brilhante, pois provavelmente havia sofrido alguma explosão ou ‘outburst’, isto é, uma liberação de gás e poeira de forma inesperada que fez com que o seu brilho aumentasse bastante. Essa explosão cometária também distorceu a coma [nuvem ao redor do cometa] em forma de ferradura ou chifres e, por isso, muitos meios de comunicação apelidaram o objeto de ‘Cometa do Diabo’”, disse Filipe Monteiro.</p>
<h3>O nome não tem relação com algo maligno, alerta o Observatório Nacional.</h3>
<p>De acordo com o Observatório Nacional, o cometa também é comparado à nave Millennium Falcon, da franquia Star Wars, por aparentar ter &#8220;chifres&#8221; em seu formato. Por isso, astrônomos estão investigando como os tais &#8220;chifres&#8221; surgiram.</p>
<p>&#8220;Uma das hipóteses, por exemplo, é a de que o cometa esteja expelindo gás e poeira de forma desigual. Talvez haja uma área da superfície que não está liberando vapor, enquanto as áreas de cada lado estão sublimando gelos. Ou talvez seja um efeito de sombra, onde material mais denso ou até a topografia no centro do cometa parece bloquear parte do material brilhante atrás dele do nosso ponto de vista&#8221;, diz a nota do órgão.</p>
<p>Cometas são objetos compostos por gases congelados, rocha e poeira. Quando se aproximam do Sol, se tornam ativos porque o calor aquece o cometa e o gelo se transforma em gás. A partir daí, uma nuvem é formada ao redor do cometa, chamada de coma.</p>
<p><strong>Fonte: Agência Brasil</strong></p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/cometa-do-diabo-ficara-visivel-no-brasil-neste-domingo-dia-21/">“Cometa do Diabo” ficará visível no Brasil neste domingo, dia 21</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Terra está girando mais rápido e tem dia mais curto já registrado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Aug 2022 11:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ilha do Governador]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Terra bateu o recorde de um dia mais curto, desde que essa medição é feita</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2022/08/Terra-está-girando-mais-rápido-e-tem-dia-mais-curto-já-registrado-300x155.jpg" alt="" width="300" height="155" class="alignnone size-medium wp-image-39657" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2022/08/Terra-está-girando-mais-rápido-e-tem-dia-mais-curto-já-registrado-300x155.jpg 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2022/08/Terra-está-girando-mais-rápido-e-tem-dia-mais-curto-já-registrado.jpg 768w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />Você pode não sentir, mas a Terra está girando neste exato momento. E a velocidade está mais rápida do que antes. As medições realizadas pelo Laboratório Físico Nacional do Reino Unido apontam essa diferença. Nós podemos não perceber, mas os dias ficam mais curtos.</p>
<p>Nesta análise, o 29 de junho deste ano foi o mais curto já registrado. Na data, a Terra levou 1,59 milissegundos menos de 24 horas para terminar o movimento de rotação, quando gira em torno do próprio eixo no sentido oeste para leste.</p>
<p>O site Space diz que o Tempo Universal Coordenado (UTC), conhecido como o método oficial de cronometragem internacional, é baseado em relógios atômicos. Eles medem a passagem tempo através dos movimento dos elétrons em átomos que foram resfriados. Esses relógios são precisos e invariáveis, o que traz maior confiabilidade.</p>
<p>Um dos problemas é que se a taxa de velocidade da rotação da Terra continuar a aumentar, pode ser necessário retirar um segundo dos relógios atômicos. Isso poderia afetar diretamente os sistemas de Tecnologia da Informação (TI) do planeta.</p>
<p>Ainda existem ativistas que dizem que essa alteração pode mudar a forma como o meio ambiente se comporta e contribuir para o aquecimento global à longo prazo, resultando em mais danos.</p>
<p>É preciso pensar em alternativas para o caso da rotação continuar aumentando. Nesse caso, a impressão de que os dias estão passando mais rápido pode deixar de ser uma meta sensação saudosista.</p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/terra-esta-girando-mais-rapido-e-tem-dia-mais-curto-ja-registrado/">Terra está girando mais rápido e tem dia mais curto já registrado</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>O objeto giratório ‘assustador’ encontrado na Via Láctea por cientistas australianos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jan 2022 19:44:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência e Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cientistas dizem que algo que “fica ligado” por um minuto é muito incomum</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_38494" aria-describedby="caption-attachment-38494" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2022/01/O-objeto-giratório-‘assustador’-encontrado-na-Via-Láctea-por-cientistas-australianos.jpg" alt="" width="800" height="450" class="size-full wp-image-38494" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2022/01/O-objeto-giratório-‘assustador’-encontrado-na-Via-Láctea-por-cientistas-australianos.jpg 800w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2022/01/O-objeto-giratório-‘assustador’-encontrado-na-Via-Láctea-por-cientistas-australianos-300x169.jpg 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2022/01/O-objeto-giratório-‘assustador’-encontrado-na-Via-Láctea-por-cientistas-australianos-768x432.jpg 768w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2022/01/O-objeto-giratório-‘assustador’-encontrado-na-Via-Láctea-por-cientistas-australianos-390x220.jpg 390w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-38494" class="wp-caption-text">Uma imagem mostra a Via Láctea vista da Terra, com um ícone de estrela mostrando a posição do misterioso objeto – ICRAR/CURTIN</figcaption></figure>Cientistas australianos dizem ter descoberto um objeto giratório desconhecido na Via Láctea – e afirmam ser diferente de tudo o que já foi visto antes.</p>
<p>O objeto — descoberto pela primeira vez por um estudante universitário — foi observado liberando uma enorme explosão de energia por um minuto inteiro a cada 18 minutos.</p>
<p>Objetos que pulsam energia no universo são frequentemente descobertos. Mas os cientistas dizem que algo que “fica ligado” por um minuto é muito incomum.</p>
<p>O objeto foi descoberto pela primeira vez pelo estudante Tyrone O’Doherty da Curtin University Honors em uma região do interior da Austrália Ocidental conhecida como Murchison Widefield Array, usando um telescópio e uma nova técnica que ele próprio desenvolveu.</p>
<p>O’Doherty fazia parte de uma equipe liderada pela astrofísica Natasha Hurley-Walker, da divisão da Universidade Curtin dentro do Centro Internacional de Pesquisa em Radioastronomia (ICRAR).</p>
<p>“[Ele] estava aparecendo e desaparecendo ao longo de algumas horas durante nossas observações”, disse ela em um comunicado de imprensa do ICRAR sobre a descoberta.</p>
<p>“Isso foi completamente inesperado. Foi meio assustador para um astrônomo porque não há nada conhecido no céu que faça isso.”</p>
<p>Objetos que “ligam e desligam” no Universo não são novos para os astrônomos — eles os chamam de “transitórios”. Mas um objeto que fica ligado por um minuto inteiro é “realmente estranho”, diz a astrofísica do ICRAR-Curtin, Gemma Anderson, segundo o comunicado.</p>
<p>O ICRAR acrescentou que, depois de vasculhar anos de dados, a equipe conseguiu estabelecer que o objeto está a cerca de 4 mil anos-luz da Terra, é incrivelmente brilhante e possui um campo magnético extremamente forte.</p>
<p>Especula-se que o objeto possa ser uma estrela de nêutrons ou uma anã branca — termo usado para os restos de uma estrela colapsada. No entanto, grande parte da descoberta permanece um mistério.</p>
<p>“Mais detecções dirão aos astrônomos se este foi um evento único raro ou uma vasta nova população que nunca havíamos visto antes”, disse Hurley-Walker. “Estou ansiosa para entender esse objeto e, em seguida, estender a busca para descobrir mais.”</p>
<p>Fonte: BBC</p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/o-objeto-giratorio-assustador-encontrado-na-via-lactea-por-cientistas-australianos/">O objeto giratório ‘assustador’ encontrado na Via Láctea por cientistas australianos</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Cientistas identificam 150 pegadas de 21 espécies de dinossauros na Austrália</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Mar 2017 14:38:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As pegadas correspondem a espécies dos sauropsidas, gliptodonte e dinossauros predadores</p>
<p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/cientistas-identificam-150-pegadas-de-21-especies-de-dinossauros-na-australia/">Cientistas identificam 150 pegadas de 21 espécies de dinossauros na Austrália</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22405" aria-describedby="caption-attachment-22405" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-22405" src="https://ilhacarioca.com.br/wp-content/uploads/2017/04/Cientistas-identificam-150-pegadas-de-21-especies-de-dinossauros-na-Australia-700x448.jpg" alt="Foto: Steven W. Salisbury / EFE" width="640" height="410" /><figcaption id="caption-attachment-22405" class="wp-caption-text">Foto: Steven W. Salisbury / EFE</figcaption></figure>
<h5>Agência Brasil</h5>
<p>Um grupo de cientistas identificou 150 pegadas de 21 espécies de dinossauros em uma área do noroeste da Austrália, anunciou hoje (27) a Universidade de Queensland. A nota afirma tratar-se de uma descoberta &#8220;sem precedentes&#8221;. As informações são da agência EFE.</p>
<p>As pegadas correspondem a dez espécies da classe dos sauropsidas (quatro de Ornitópodes), seis de gliptodonte e cinco de dinossauros predadores, detalha uma nota de imprensa.</p>
<p>A variedade das marcas não tem precedentes no mundo, segundo o cientista australiano Steve Salisbury, que dirige o estudo sobre o achado publicado na Memoir of the Society of Vertebrate Paleontology 2016.</p>
<p>&#8220;Entre as pegadas está a única prova confirmada de um estegossauro na Austrália. Além disso, há algumas dos dinossauros maiores registrados. Algumas das marcas dos saurópodes têm 1,7 metro de comprimento&#8221;, especificou o biólogo e geólogo da Universidade de Queensland em comunicado.</p>
<p>Salisbury afirmou que a descoberta &#8220;é extremamente importante porque representa o primeiro registro de dinossauros não-aviários na metade ocidental do continente e é a única marca da fauna de dinossauros da Austrália durante a primeira metade do [período] Cretáceo inferior&#8221;.</p>
<p>As pegadas se encontram em uma zona rochosa, que tem entre 127 e 140 milhões de anos de antiguidade, situada em Walmadany, uma região do estado da Austrália Ocidental que contém milhares de marcas de dinossauros e que foi incluída no Patrimônio Nacional da Austrália em 2011.</p>
<p>As 150 pegadas identificadas são mais antigas que a maioria dos fósseis de dinossauros descobertos na parte oriental da Austrália e calcula-se que têm uma antiguidade de 90 a 115 milhões de anos, segundo o comunicado da Universidade de Queensland.</p>
<p>O povo aborígine Golarabooloo, habitante tradicional de Walmadany, pediu a Salisbury e sua equipe que investigassem os rastros depois que o governo selecionou a zona para construir instalações de processamento de gás natural liquefeito.</p>
<p>As pegadas de dinossauros aparecem nas canções dos Goolarabooloo sobre o criador Marala, também conhecido como homem emu, que entregou a este povo suas leis.</p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/cientistas-identificam-150-pegadas-de-21-especies-de-dinossauros-na-australia/">Cientistas identificam 150 pegadas de 21 espécies de dinossauros na Austrália</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Nasa anuncia descoberta de novo sistema solar com sete planetas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Mar 2017 14:45:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[NASA]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Solar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sistema de planetas batizado de Trappist-1 está localizado a cerca de 40 anos-luz</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22408" aria-describedby="caption-attachment-22408" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-22408" src="https://ilhacarioca.com.br/wp-content/uploads/2017/04/Nasa-anuncia-descoberta-de-novo-sistema-solar-com-sete-planetas-700x420.jpg" alt="Foto: NASA" width="640" height="384" /><figcaption id="caption-attachment-22408" class="wp-caption-text">Foto: NASA</figcaption></figure>
<h5><strong>Heloisa Cristaldo / </strong>Agência Brasil</h5>
<p>A agência espacial norte-americana, Nasa, anunciou hoje (22) a descoberta de um sistema solar com sete planetas de tamanhos semelhantes ao da Terra. Informações preliminares apontam que o sistema está localizado em zona habitável, apresenta condições climáticas adequadas, estruturas rochosas e a possibilidade de conservar água em estado líquido em sua superfície. Os resultados foram divulgados em entrevista coletiva na sede da agência, em Washington, e publicados na revista Nature. A descoberta estabelece um novo recorde no número de planetas, em zonas habitáveis, encontrados em torno de uma única estrela fora do nosso sistema solar.</p>
<p>O sistema de planetas batizado de Trappist-1 está localizado a cerca de 40 anos-luz (378 trilhões de quilômetros) da Terra, na Constelação de Aquário. Por estarem fora do nosso sistema solar, são conhecidos cientificamente como exoplanetas. De acordo a Nasa, a revelação pode ser uma peça importante no quebra-cabeças da busca por lugares habitáveis no universo.</p>
<p>“Nós temos descoberto muitos exoplanetas, que são planetas em outros sistemas solares, e a grande novidade dessa descoberta é que são planetas do tamanho da Terra, que estão orbitando uma estrela a 40 anos luz daqui. Pode ser que tenha água nesses planetas, e, se tiverem, sendo do tamanho da Terra, pode ser que sejam habitáveis, mas ainda há muito o que descobrir”, disse Rosaly Lopes, cientista no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa e gerente de Ciência Planetária, em Pasadena, Califórnia.</p>
<p>Estrela ultrafria</p>
<p>Os dados da descoberta foram coletados com o telescópio infravermelho Spitzer. A equipe da agência espacial norte-americana mediu os tamanhos dos sete planetas e desenvolveu as primeiras estimativas das massas de seis deles. Em contraste ao Sol, a estrela Trappist-1 foi classificada como ultrafria. Os planetas estão próximos uns aos outros e poderiam ser vistos a olho nu de seus vizinhos. Segundo a Nasa, poderiam parecer maiores do que a lua no céu da Terra.</p>
<p>Os estudos apontaram que o mesmo lado dos planetas estão sempre voltados para a estrela, causando dias ou noites permanentes. Isso significa que os planetas têm padrões de tempo completamente diferentes da Terra, como fortes ventos soprando do dia para noite e mudanças extremas de temperatura.</p>
<p>Segundo a Nasa, os primeiros indícios de existência dos exoplanetas foram detectados em maio de 2016, pelo telescópio espacial Hubble. Os estudos sobre o novo sistema planetário serão reforçados com o lançamento do novo telescópio espacial James Webb, previsto para ocorrer em 2018. Com sensibilidade muito maior, o Webb poderá detectar informações químicas de água, metano, oxigênio, ozônio e outros componentes da atmosfera dos planetas. O novo telescópio também analisará as temperaturas dos globos e as pressões de sua superfície, fatores-chave na avaliação de sua capacidade de habitação.</p>
<p>*Com informações de Paola de Orte, correspondente da EBC em Washington</p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/nasa-anuncia-descoberta-de-novo-sistema-solar-com-sete-planetas/">Nasa anuncia descoberta de novo sistema solar com sete planetas</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Pesquisa vai mapear influência genética e ambiental na ocorrência de câncer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Feb 2017 18:21:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Projeto visa entender, por exemplo, porque determinados tipos de câncer são mais comuns em certas regiões</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22067" aria-describedby="caption-attachment-22067" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-22067" src="https://ilhacarioca.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Pesquisa-vai-mapear-influencia-genetica-e-ambiental-na-ocorrencia-de-cancer-700x448.jpg" alt="Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil" width="640" height="410" /><figcaption id="caption-attachment-22067" class="wp-caption-text">Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Um projeto global, que contará com a participação de três instituições brasileiras, pretende mapear como os fatores genéticos e ambientais podem influenciar a ocorrência de câncer em todo o mundo. O programa, chamado Grand Challenge, foi lançado na última sexta-feira (10) pelo Cancer Research UK, um órgão de pesquisas sobre o câncer no Reino Unido, que vai investir na ação 100 milhões de libras – quase R$ 390 milhões.</p>
<p>O que se pretende com o projeto é entender, por exemplo, porque determinados tipos de câncer são mais comuns em certas regiões e como comportamentos considerados de risco, como os hábitos de fumar e beber, podem levar ao desenvolvimento da doença.</p>
<p>Para que isso seja possível, os pesquisadores vão analisar e traçar o perfil epidemiológico e as assinaturas genéticas de 5 mil pacientes de cinco continentes, que desenvolveram tumores de rim, pâncreas, esôfago ou intestino.</p>
<p>No Brasil, a pesquisa será desenvolvida com o apoio do Hospital do Câncer de Barretos, do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e do A.C. Camargo Cancer Center.</p>
<p>“O câncer não é mais um problema de São Paulo, do Brasil ou dos Estados Unidos. É um problema mundial, existem vários fatores que podem estar relacionados ao processo tumoral, e temos que conhecer todos esses fatores para conseguir resolver o problema mundialmente”, disse Vilma Regina Martins, cientista e superintendente de Pesquisa do A.C.Camargo, em entrevista à Agência Brasil. “Quanto mais dados você tiver, tanto em amostras quanto em diversidade de amostras e de cérebros pensando a respeito do problema, aumenta a chance de se fazer alguma coisa relevante”, ressaltou.</p>
<p>Sete principais linhas de pesquisa ou questionamentos serão feitos dentro do projeto. O A.C. Camargo Cancer Center, por exemplo, fará a parte da pesquisa chamada Mutographs of câncer: discovering the causes of câncer through mutational signatures, liderado pelo professor Mike Stratton, diretor de um campus de pesquisa do genoma do Wellcome Trust Sanger Institute, no Reino Unido. Essa linha de trabalho busca entender como a interação de determinada pessoa com o meio ambiente e o tabaco, por exemplo, pode levar ao desenvolvimento da doença.</p>
<p>A pesquisa também pretende identificar que outros fatores, ainda desconhecidos, estão causando alterações na leitura do código genético do DNA e influenciando o desenvolvimento do câncer. Todos esses fatores provocam algum tipo de alteração na leitura do código genético do DNA. Alguns, como os que são provocados pelo tabaco, já foram identificados. Mas, segundo a cientista, há dezenas de outros que provocam alterações no código genético e que ainda não foram identificados. “Conhecemos alguns desses agentes [tabaco, álcool, benzeno, vírus, produtos químicos, entre outros] que são os mais clássicos e que já foram estudados, mas o ponto é: e quando há um perfil que não está associado a nenhum desses agentes que conheço. Qual é esse agente?”, perguntou Vilma.</p>
<p>“Quando se olha para a população mundial, vemos que alguns tumores são mais incidentes em algumas regiões. Pode ser por um fator ambiental como também por um fato genômico ou da genética daquela população, que pode ter algumas alterações que aumentam ou diminuem o risco de desenvolver determinado tumor. Provavelmente o que temos é uma combinação dos dois: do ambiente e da genética dessas pessoas”, disse a cientista.</p>
<p>Outras linhas de pesquisa</p>
<p>Outros questionamentos buscam respostas para o desenvolvimento de vacinas destinadas a prevenir os cânceres não virais e o desenvolvimento de abordagens inovadoras para tornar a doença controlável e não letal, ou abordam a erradicação dos tumores induzidos pelo Epstein-Barr vírus (EBV) e a distinção entre os tumores letais e que precisam de tratamento dos não letais. Também está previsto um mapeamento dos tumores em níveis molecular e celular e uma pesquisa sobre a entrega de macromoléculas biologicamente ativas a qualquer célula do corpo.</p>
<p>A expectativa é de que sejam coletadas amostras de 900 pessoas no Brasil, que serão sequenciadas por meio de um exame de DNA. Essas pessoas terão também que responder a um questionário padronizado que irá ajudar a entender o seu perfil e os hábitos alimentares ou sua exposição a agentes carcinogênicos.</p>
<p>“Ao final de cinco anos [tempo de duração do projeto], a gente imagina que conseguirá identificar outros agentes etiológicos [causadores de doença] que estão associados com o câncer. E, talvez, algumas características populacionais. E aí conseguiremos mapear, no genoma, onde estão essas alterações ou essas diferenças entre as populações e entender por que elas estão em maior risco que outras. Isso será muito importante porque quando se conhece o agente etiológico, de forma geral você consegue fazer a prevenção”, afirmou a cientista.</p>
<p>Edição: Graça Adjuto</p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/pesquisa-vai-mapear-influencia-genetica-e-ambiental-na-ocorrencia-de-cancer/">Pesquisa vai mapear influência genética e ambiental na ocorrência de câncer</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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