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	<title>Cais do Valongo - Ilha Carioca</title>
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	<description>Portal de notícias da Ilha do Governador</description>
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	<title>Cais do Valongo - Ilha Carioca</title>
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		<title>Cidade do Rio completa 15 anos da redescoberta do Cais do Valongo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2026 14:26:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidade do Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Cais do Valongo]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura do Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sítio arqueológico - reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco em 2017 - é o símbolo da Diáspora Africana nas Américas</p>
<p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/cidade-do-rio-completa-15-anos-da-redescoberta-do-cais-do-valongo/">Cidade do Rio completa 15 anos da redescoberta do Cais do Valongo</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_49514" aria-describedby="caption-attachment-49514" style="width: 742px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-49514" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/02/Cidade-do-Rio-completa-15-anos-da-redescoberta-do-Cais-do-Valongo.webp" alt="" width="742" height="471" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/02/Cidade-do-Rio-completa-15-anos-da-redescoberta-do-Cais-do-Valongo.webp 742w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2026/02/Cidade-do-Rio-completa-15-anos-da-redescoberta-do-Cais-do-Valongo-300x190.webp 300w" sizes="(max-width: 742px) 100vw, 742px" /><figcaption id="caption-attachment-49514" class="wp-caption-text">Visão aérea do Cais do Valongo, que recebeu obras de valorização &#8211; Prefeitura do Rio</figcaption></figure>
<p>A cidade do Rio de Janeiro relembra, nesta quinta-feira (26/2), o reencontro com um marco fundamental de sua identidade e da história global: os 15 anos da redescoberta do <strong><a href="https://ilhacarioca.com/tag/cais-do-valongo">Cais do Valongo</a></strong>. Identificado em 2011 durante as escavações das obras de revitalização do Porto Maravilha, o sítio arqueológico — reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco em 2017 — é o símbolo da Diáspora Africana nas Américas. O porto teria sido o local de chegada de mais de 1 milhão de homens, mulheres e crianças africanos para serem escravizados, em um dos episódios mais cruéis da história da humanidade. Desde então, o espaço reafirma sua importância como centro de memória e educação: escolas municipais e privadas utilizam o Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana como ferramenta pedagógica, e a comunidade científica encontra no achado fonte inesgotável para novas pesquisas sobre o Brasil.</p>
<p>A descoberta em 2011 projetou a visibilidade da contribuição da população africana e seus descendentes na formação da identidade cultural do Rio de Janeiro. O Cais do Valongo está no desenho da Pequena África, bem onde 15 anos depois a Prefeitura lança o projeto Praça Onze Maravilha.</p>
<blockquote class="quote-light"><p>– O projeto de lei enviado à Câmara de Vereadores revitaliza o berço do samba e do Carnaval, integrando urbanismo e habitação social em uma área que sofreu sucessivos apagamentos histórico – lembra o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, Gustavo Guerrante.</p></blockquote>
<p>A operação que pretende reconectar a Pequena África, unindo Praça Onze, Cais do Valongo e Sambódromo, traz números robustos: expectativa de investimento de R$ 1,75 bilhão e construção de 38 mil unidades residenciais para atrair mais de 100 mil novos moradores nos próximos 25 anos. As obras vão demolir o Viaduto 31 de Março e erguer a nova Biblioteca dos Saberes, com assinatura do arquiteto vencedor do prêmio Pritzker, Diébédo Francis Kéré, potencialmente um dos principais equipamentos culturais do Rio nas próximas décadas.</p>
<h3><strong>Memorial mudou o projeto viário na Saúde</strong></h3>
<p>Construído em 1811, o cais ficava afastado do Centro, na antiga Freguesia de Santa Rita, com o objetivo de ocultar as condições degradantes do tráfico de pessoas escravizadas, um dos pilares da economia brasileira à época. Operou legalmente até 1831, quando a atividade foi proibida internacionalmente “para inglês ver”. Mas a atividade prosseguiu clandestinamente por anos até as reformas estruturais que ocultaram os vestígios dessa história. Em 1843, ganhou estátuas gregas e passou por obras para ser rebatizado como Cais da Imperatriz, com a finalidade de recepcionar Teresa Cristina, vinda da Europa, para se casar com Dom Pedro II. Posteriormente, em 1911, foi novamente soterrado durante as reformas urbanísticas do prefeito Pereira Passos.</p>
<p>Desenterrado um século depois de seu último soterramento, o cais foi preservado como memorial a céu aberto para visitação pública em acordo entre a Prefeitura e lideranças do movimento negro. Com a descoberta do sítio, o projeto viário do Porto Maravilha para a Rua Barão de Tefé, que previa duas mãos de direção, foi então alterado para mão única. Assim, o Cais do Valongo tornou-se o eixo central do Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana, sinalizado pela Prefeitura, que possui marcos como Cemitério dos Pretos Novos, Pedra do Sal, Jardim Suspenso do Valongo, Largo do Depósito e o Centro Cultural José Bonifácio. Em parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (SME) e o Instituto Pretos Novos (IPN), o circuito tornou-se uma ferramenta educativa viva, levando todos os anos milhares de alunos da rede municipal para conhecer de perto a história.</p>
<h3><strong>Laboratório aberto pode ser visitado gratuitamente</strong></h3>
<p>Bem em frente ao Cais do Valongo, o galpão histórico Docas André Rebouças (anteriormente chamado Docas Dom Pedro II, rebatizado assim em 2025) guarda o material retirado das intervenções, que foi coletado, documentado e hoje está sob a responsabilidade do Laboratório Aberto de Arqueologia Urbana (Laau), mantido pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU). Desde 2014, a Prefeitura investiu mais de R$ 20 milhões na conservação, pesquisa e guarda de um acervo monumental de 1,5 milhão de achados arqueológicos que tem atraído pesquisadores internacionais, turistas e escolas, consolidando-se como um centro de referência mundial.</p>
<blockquote class="quote-light"><p>– O Cais do Valongo é o coração de um acervo monumental cuidado com rigor técnico no Laau. Nesses 15 anos, transformamos o que estava soterrado em conhecimento científico de relevância mundial. Nosso desafio e compromisso no IRPH é manter essa salvaguarda ativa, conectando o patrimônio histórico às novas intervenções urbanas, garantindo que a modernização da região caminhe lado a lado com a preservação arqueológica – afirmou a presidente do IRPH, Laura Di Blasi.</p></blockquote>
<p>O IRPH é membro do Comitê Gestor do Sítio Arqueológico Cais do Valongo – Patrimônio Mundial pela Unesco, instituído pela Portaria IPHAN nº 88, de 20 de março de 2023, representado pela equipe da Gerência de Arqueologia – GAR.</p>
<p>O espaço de exposição abriga desde pequenos objetos do cotidiano dos antigos moradores da área até grandes estruturas, como canhões, âncoras e mobiliário urbano de diferentes épocas. O próprio prédio, projetado pelo engenheiro André Rebouças, carrega forte simbolismo: à época, para liderar a obra que modernizou o porto e substituiu os antigos trapiches por galpões à beira-mar, Rebouças teria se recusado a utilizar mão de obra escravizada. Interessados em fazer uma visita gratuita guiada podem agendar data e horário via telefone (21 2088-1479) ou pelo e-mail arqueologia.patrimoniocultural.smdue@prefeitura.rio. O público também pode conferir de perto o trabalho dos arqueólogos da Prefeitura por meio de janelas de vidro que dão acesso ao laboratório de pesquisas.</p>
<h3><strong>Serviço:</strong></h3>
<p>Local: Laboratório Aberto de Arqueologia Urbana (LAAU) – Rua Barão de Tefé, 75, Saúde.  Visitação: segunda a sexta, das 9h às 17h (mediante agendamento)<br />
Contatos para agendamento: (21) 2088-1479 | arqueologia.patrimoniocultural.smdue@prefeitura.rio</p>
<p><em><strong>Fonte: <a href="https://prefeitura.rio/desenvolvimento-urbano-e-licenciamento/cidade-do-rio-completa-15-anos-da-redescoberta-do-cais-do-valongo/">Prefeitura do Rio</a></strong></em></p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/cidade-do-rio-completa-15-anos-da-redescoberta-do-cais-do-valongo/">Cidade do Rio completa 15 anos da redescoberta do Cais do Valongo</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>BNDES assina contrato de R$ 10 milhões para projeto na Pequena África</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Aug 2024 01:11:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Cais do Valongo]]></category>
		<category><![CDATA[Pequena África]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Consórcio vencedor de edital deve fortalecer instituições de memória</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_42943" aria-describedby="caption-attachment-42943" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2024/08/BNDES-assina-contrato-de-R-10-milhoes-para-projeto-na-Pequena-Africa-1024x613.webp" alt="" width="1024" height="613" class="size-large wp-image-42943" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2024/08/BNDES-assina-contrato-de-R-10-milhoes-para-projeto-na-Pequena-Africa-1024x613.webp 1024w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2024/08/BNDES-assina-contrato-de-R-10-milhoes-para-projeto-na-Pequena-Africa-300x179.webp 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2024/08/BNDES-assina-contrato-de-R-10-milhoes-para-projeto-na-Pequena-Africa-768x459.webp 768w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2024/08/BNDES-assina-contrato-de-R-10-milhoes-para-projeto-na-Pequena-Africa.webp 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-42943" class="wp-caption-text">Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil</figcaption></figure>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou nesta quarta-feira (28) um contrato de financiamento de R$ 10 milhões com uma coalização de organizações negras para fortalecer as instituições de memória do território da Pequena África, na região central do Rio de Janeiro. No local, fica o sítio arqueológico Cais do Valongo, Patrimônio Cultural Mundial pela Unesco, e principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil.</p>
<p>O consórcio vencedor é formado pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), pela PretaHub e pela Diaspora.Black. O aporte do BNDES acontece por meio da Área de Desenvolvimento Social e Gestão Pública. O objetivo é que o investimento total do projeto, chamado de Viva Pequena África, chegue a R$ 20 milhões, com os outros R$ 10 milhões sendo captados junto a doadores.</p>
<p>O consórcio atuará em cinco eixos. O primeiro prevê um investimento de R$ 11 milhões em projetos culturais baseados na identidade cultural e criatividade negra, capacitação e fortalecimento das organizações sociais. O segundo, orçado em R$ 2 milhões, tem como foco a realização da Mostra Cultural Viva Pequena África e criação do Selo Viva Pequena África.</p>
<p>O terceiro, com investimento de R$ 500 mil, prevê a realização do Seminário Internacional Viva Pequena África sobre valoração, proteção e difusão do patrimônio cultural. O quarto, com aporte de R$ 548 mil, focará na sistematização das tecnologias sociais desenvolvidas pela comunidade, criação de memórias e novas narrativas de empoderamento social. E o quinto, no valor de R$ 1,7 milhão, prevê o mapeamento dos territórios de memória afro-brasileira e investimento em projetos de desenvolvimento local.</p>
<p>“Estamos muito felizes em compor esse consórcio e iniciativa pioneira, pois é uma oportunidade de ressaltar a importância da Pequena África não só como um local de memória e resistência, mas também como motor de desenvolvimento econômico sustentável para a população negra. Com a iniciativa, vamos consolidar o território como principal destino de afroturismo no mundo com o protagonismo da comunidade local”, disse Antonio Pita, cofundador e COO da Diaspora.Black.</p>
<p>Segundo o BNDES, a seleção do consórcio teve requisitos de equidade racial e envolveu a escuta ativa de instituições e atores atuantes no território.</p>
<p>“Esse processo foi crucial nas nossas decisões. Em muitas intervenções, mesmo quando voltadas ao resgate histórico e valorização do espaço urbano, o resultado foi a exclusão e a gentrificação, com o encarecimento do custo de vida, expulsão dos antigos moradores e aprofundamento da segregação socioespacial. Exatamente porque não se buscou a participação, o empoderamento dos coletivos ali presentes. Isso é exatamente o que nós queremos evitar”, disse a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.</p>
<p>A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, celebrou a assinatura do contrato e os projetos de preservação da memória afro-brasileira.</p>
<p>“Quantas vezes a gente teve a nossa memória apagada e negada. E essa é uma região que tem muito a nos ensinar. Falamos de uma memória viva, que precisamos cultivar. E um país que não tem memória está fadado a cometer os mesmos erros”, disse a ministra.</p>
<p>O território da Pequena África também está inserido em estudo estruturado pela Área de Soluções para Cidades do BNDES, entregue à Prefeitura do Rio em dezembro de 2023. O projeto inclui a revitalização de áreas do “Distrito da Vivência e Memória Africana no Rio de Janeiro” e a conservação das áreas do Centro Cultural José Bonifácio, Cemitério dos Pretos Novos (IPN), Cais do Valongo e da Imperatriz, Jardins do Valongo, Largo do Depósito e Pedra do Sal.</p>
<p>Durante o evento, o BNDES assinou adesão ao Movimento pela Equidade Racial (Mover) e ao Índice de Equidade Racial nas Empresas (Iere), da Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial. A instituição assumiu dez compromissos com a igualdade racial, a implementação e ampliação de ações para superar o racismo e a discriminação no ambiente corporativo.</p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/bndes-assina-contrato-de-r-10-milhoes-para-projeto-na-pequena-africa/">BNDES assina contrato de R$ 10 milhões para projeto na Pequena África</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Arqueóloga carioca é premiada por descoberta do Cais do Valongo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Sep 2023 22:10:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Cais do Valongo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tania foi escolhida entre os dez cientistas homenageados este ano pela descoberta do Cais do Valongo em 2011</p>
<p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/arqueologa-carioca-e-premiada-por-descoberta-do-cais-do-valongo/">Arqueóloga carioca é premiada por descoberta do Cais do Valongo</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_40996" aria-describedby="caption-attachment-40996" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-40996" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2023/09/Arqueóloga-carioca-é-premiada-por-descoberta-do-Cais-do-Valongo-1024x613.jpg" alt="" width="1024" height="613" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2023/09/Arqueóloga-carioca-é-premiada-por-descoberta-do-Cais-do-Valongo-1024x613.jpg 1024w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2023/09/Arqueóloga-carioca-é-premiada-por-descoberta-do-Cais-do-Valongo-300x179.jpg 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2023/09/Arqueóloga-carioca-é-premiada-por-descoberta-do-Cais-do-Valongo-768x459.jpg 768w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2023/09/Arqueóloga-carioca-é-premiada-por-descoberta-do-Cais-do-Valongo.jpg 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-40996" class="wp-caption-text">Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A arqueóloga carioca Tania Andrade Lima é a segunda mulher brasileira a receber o prêmio internacional Hypatia, concedido pela Confederação dos Centros Internacionais para a Conservação do Patrimônio Arquitetônico em homenagem aos que contribuem para o conhecimento científico em suas áreas de atuação.</p>
<p>Tania foi escolhida entre os dez cientistas homenageados este ano pela descoberta do Cais do Valongo em 2011. Situado na região portuária do Rio de Janeiro, no bairro da Saúde, pelo cais passaram de mais de 1 milhão de escravizados vindos da África.</p>
<p>A primeira mulher homenageada com o Hypatia Award foi a também arqueóloga Niède Guidon, em 2020, por seu trabalho na criação e conservação do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, sítio que foi reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 1991. Já o Cais do Valongo foi reconhecido em 2017 como Patrimônio Mundial da Unesco.</p>
<h3>Orgulho</h3>
<p>O diretor do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), paleontólogo Alexander Kellner, disse à Agência Brasil que, apesar de ter se aposentado, Tania continua como pesquisadora vinculada à instituição. Para Kellner, o ponto principal do prêmio dado a Tania é o tremendo orgulho de ter uma cientista pesquisador da área de arqueologia reconhecida e, ainda, &#8220;de poder contar com uma pesquisadora do calibre dela. É um prêmio fantástico, muito importante”.</p>
<p>Para Kellner, o segundo ponto importante é o prêmio ter sido dado a uma mulher. “Olha que coisa bacana que a nossa instituição consegue dar, que são as condições de qualidade e de gênero. Estamos muito felizes e orgulhosos com esse reconhecimento, totalmente justo, da grande pesquisadora do Museu Nacional.”</p>
<p>Em texto publicado no último dia 11, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu os brasileiros vencedores do Prêmio Hypatia 2023 por intermédio da candidatura recebida pela Cicop.Net Confederation, cuja presidente nas Américas é a arquiteta e urbanista brasileira Maria Rita Amoroso. A entrega do prêmio será no dia 16/ de outubro, na abertura da 6ª Bienal de Restauro Arquitetônico e Urbano, em Florença, Itália.</p>
<p>Com carreira dedicada à arqueologia, Tania é pesquisadora sênior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e professora aposentada do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da UFRJ. Foi fundadora do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da universidade, para o qual ainda hoje colabora, orientando teses e dissertações e ministrando disciplinas, informou o Iphan.</p>
<p>Foi ainda presidente e vice-presidente da Sociedade de Arqueologia Brasileira, integra o conselho editorial de revistas científicas no Brasil e em países da América do Sul e da Europa, além de já ter recebido outros prêmios, como a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, concedida pelo presidente Luiz Inacio Lula da Silva, em 2006, e o Prêmio Globo Faz Diferença, na categoria “Rio”, em 2016.</p>
<h3>Racismo</h3>
<p>Tania disse que a grande premiada este ano foi a arqueologia, que nem sempre é valorizada pela capacidade de trazer à tona &#8220;verdades indesejáveis, dolorosas, que muitos desejam esquecer ou ignorar”. A pesquisadora afirmou que o Cais do Valongo denuncia a que ponto as pessoas são capazes de chegar no ódio e no desprezo por aqueles que são diferentes delas, ultrapassando todos os limites da intolerância e da perversidade humana.</p>
<p>O reconhecimento a obras como a do Cais do Valongo constitui demonstração vigorosa de que uma parte muito expressiva da humanidade rejeita essa ideologia, ajudando a deter o violento preconceito racial que vem se alastrando nos últimos anos, não só no Brasil, mas no mundo inteiro, destacou Tania. Para ela, o Prêmio Hypatia é um passo importante contra o racismo e em defesa dos que são humilhados pelo preconceito racial. “Daí minha mais que infinita gratidão por esse prêmio.”</p>
<p>Outro brasileiro agraciado com o Prêmio Hypatia neste ano foi o padre Júlio Lancellotti, por sua luta contra a arquitetura hostil que impede moradores de rua se abrigar em espaços públicos e pela sua defesa de projetos urbanísticos inclusivos.</p>
<h3>Sítio arqueológico</h3>
<p>Desde 21 de março de 2023, o Iphan coordena o Comitê Gestor do Sítio Arqueológico do Cais do Valongo. É a entidade responsável pelo estabelecimento de diretrizes e monitoramento da efetividade das ações de preservação e salvaguarda do bem. O comitê é composto por 15 instituições representativas da sociedade civil e 16 governamentais, nas esferas federal, estadual e municipal, informou a assessoria de imprensa do órgão.</p>
<p>Com cerca de 350 metros de comprimento, o o Cais do Valongo vai da Rua Coelho e Castro até a Rua Sacadura Cabral. Sua construção foi iniciada no fim do século 18 e ficou pronto em 1811. Como a região era desabitada na época e com acesso difícil, foi escolhida para sediar o porto de desembarque de escravizados. A área deixou de funcionar como ponto de entrada de escravizados por volta de 1831, quando leis contra a escravidão começaram a ser assinadas. Apesar disso, o tráfego continuou sendo feito à noite, embora de forma clandestina.</p>
<p>Entre os séculos 16 e 19, 10 milhões de africanos foram levados para o continente americano. Desse total, 40% vieram para o Brasil, o que significa cerca de 4 milhões de pessoas, das quais 60% (2,6 milhões) desembarcaram no Rio de Janeiro. Por isso, a região ficou conhecida como Pequena África. Os escravizados eram expostos nos mercados e vendidos. O destino dos que morriam logo após a longa viagem era o cemitério dos pretos novos. Com a reforma urbanística do Rio promovida pelo prefeito Pereira Passos, toda a estrutura do cais foi soterrada.</p>
<p>Em 2011, porém, durante escavações realizadas como parte das obras de revitalização da zona portuária da capital fluminense, foram descobertos os dois ancoradouros – Valongo e Imperatriz –, junto aos quais se encontraram grande quantidade de amuletos e objetos de culto, originários do Congo, de Angola e de Moçambique.</p>
<p><em><strong>Fonte: Agência Brasil</strong></em></p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/arqueologa-carioca-e-premiada-por-descoberta-do-cais-do-valongo/">Arqueóloga carioca é premiada por descoberta do Cais do Valongo</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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