Drone usado por criminosos lança bomba em meio a evento com dezenas de crianças

Rio. A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a explosão de uma bomba caseira ocorrida na tarde do último sábado (1º) na comunidade do Dourado, em Cordovil, Zona Norte da capital. Segundo relatos de moradores, o artefato teria sido lançado por traficantes da região da Penha com o auxílio de um drone e atingido uma festa de rua que reunia dezenas de crianças.
Testemunhas afirmam que duas crianças ficaram feridas de raspão após a explosão. A Polícia Militar informou que não houve registro oficial de feridos, mas moradores também relataram que um funcionário da limpeza urbana foi atingido.
No momento do incidente, crianças participavam de atividades recreativas em pula-pulas e outras estruturas montadas na rua. De acordo com moradores, a programação precisou ser interrompida às pressas após a explosão.
“A gente veio fazer uma brincadeira para as crianças, mas a gente teve que desmontar correndo, porque infelizmente jogaram uma granada aqui”, relatou um morador. Outro afirmou que o artefato continha pregos e outros materiais que aumentariam seu potencial de dano.
Vídeos e relatos compartilhados nas redes sociais apontam para a ocorrência de mais de uma explosão. No entanto, até o momento, as informações ainda não foram confirmadas pelas autoridades.
Segundo a Polícia Militar, equipes da Unidade de Polícia de Proximidade (UPP) da Chatuba foram acionadas para atender a ocorrência. O caso foi registrado e encaminhado para investigação na 38ª DP (Brás de Pina).
Uso de drones pelo crime organizado preocupa autoridades
O episódio reforça a preocupação das forças de segurança com o uso crescente de drones por facções criminosas no estado. Inicialmente utilizados para monitorar movimentações policiais e de grupos rivais, os equipamentos passaram a ser empregados também em ataques com lançamento de explosivos.
Diante do avanço dessa prática, a Polícia Civil criou uma unidade especializada para investigar e combater o uso de aeronaves não tripuladas pelo crime organizado.
Segundo o delegado Marcos Motta, responsável pelas investigações, os drones se tornaram uma ferramenta estratégica para as organizações criminosas.
“Criminosos do Rio de Janeiro hoje estão usando o drone primordialmente para monitorar tanto a polícia quanto facções rivais. Eles já não abrem mão dessa ferramenta. É como se fosse um sistema integrado às atividades que desempenham para manter o domínio territorial”, afirmou.
De acordo com a Polícia Civil, os grupos criminosos utilizam desde drones de pequeno porte até modelos maiores, semelhantes aos drones agrícolas, capazes de transportar cargas mais pesadas e ampliar o alcance das ações criminosas.
Fonte: Portal SRZD




