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Morre Quinho, uma das maiores vozes do carnaval carioca

Considerado uma das maiores vozes do Carnaval do Rio de Janeiro, Melquisedeque Marins Marques, mais conhecido como “Quinho do Salgueiro”, morreu na noite desta quarta-feira (3), aos 66 anos.

Quinho estava internado no Hospital Evandro Freire, na Portuguesa, bairro da Ilha do Governador. O intérprete estava afastado do carnaval para tratamento de saúde devido a um câncer de próstata mas as causas da morte ainda não foram confirmadas.

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Nas redes sociais a União da Ilha lembrou que em 1989, no antológico “Festa Profana” – que levou a União da Ilha ao Sábado das Campeãs em terceiro lugar -, era Quinho quem convidava a Marquês de Sapucaí a “tomar um porre de felicidade”. Em nota a escola publicou: “Esse é o tamanho de sua história na Ilha; esse o motivo de nossa gratidão e nossa saudade. Obrigado, Quinho! A União da Ilha, em nome de seu presidente, Ney Filardi, registra sua solidariedade a familiares e amigos e seu tributo a um ícone eterno.”

Já o Salgueiro publicou: “Quinho deixou um legado inigualável, enchendo nossos corações com sua energia contagiante e talento incomparável. Seu amor pela Salgueiro e sua contribuição para o mundo do samba jamais serão esquecidos.”

Quinho sustentava diversos gritos de guerra carnavalesco, dentre eles estavam suas marcas registradas: “Arrepia, Salgueiro!”, “Ai, que lindo”, “Pimba, pimba” e “Vai pegar fogo no gongá”.

O intérprete começou no bloco Boi da Freguesia, sendo chamado para compor o carro de som de Aroldo Melodia na União da Ilha do Governador, em 1988. E lá ficou até 1990. Consagrado no Salgueiro ao longo de sua carreira, passou por outras escolas do Rio como São Clemente, Acadêmicos do Grande Rio, Império da Tijuca e Acadêmicos de Santa Cruz, e de São Paulo, como Rosas de Ouro, e de Porto Alegre, como a Vila do IAPI.

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