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	<title>Desenvolvimento e Sustentabilidade - Ilha Carioca</title>
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	<description>Portal de notícias da Ilha do Governador</description>
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	<title>Desenvolvimento e Sustentabilidade - Ilha Carioca</title>
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		<title>Projeto Reciclarte faz evento gratuito no Rio de Janeiro para conscientizar população sobre reciclagem de resíduos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geísa Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2025 17:33:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento e Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma imersão no processo transformador da reciclagem. É isso que propõe o Projeto Reciclarte, que promove a conscientização sobre o descarte de resíduos e transforma materiais recicláveis em novas obras de arte. De 03 a 09 de junho, o público poderá participar de visitas guiadas, no Rio de Janeiro, para entender um pouco mais sobre &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-47088" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/06/Projeto-Reciclarte-faz-evento-gratuito-no-Rio-de-Janeiro-para-conscientizar-populacao-sobre-reciclagem-de-residuos-768x1024.jpg" alt="" width="768" height="1024" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/06/Projeto-Reciclarte-faz-evento-gratuito-no-Rio-de-Janeiro-para-conscientizar-populacao-sobre-reciclagem-de-residuos-768x1024.jpg 768w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/06/Projeto-Reciclarte-faz-evento-gratuito-no-Rio-de-Janeiro-para-conscientizar-populacao-sobre-reciclagem-de-residuos-225x300.jpg 225w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/06/Projeto-Reciclarte-faz-evento-gratuito-no-Rio-de-Janeiro-para-conscientizar-populacao-sobre-reciclagem-de-residuos.jpg 800w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" />Uma imersão no processo transformador da reciclagem. É isso que propõe o Projeto Reciclarte, que promove a conscientização sobre o descarte de resíduos e transforma materiais recicláveis em novas obras de arte. De 03 a 09 de junho, o público poderá participar de visitas guiadas, no Rio de Janeiro, para entender um pouco mais sobre o potencial de transformação presente no descarte.</p>
<p>Por meio da reutilização de materiais que iriam direto para o lixo, como tampinhas e embalagens, artistas exploram novas formas, cores e texturas, promovendo a consciência ambiental e incentivando práticas sustentáveis. A iniciativa conta com apoio do Ministério da Cultura e da BRAVA Energia.</p>
<p>Através da capacitação de cooperativas, o projeto visa conscientizar as pessoas sobre a importância da reciclagem e possibilidades de novas oportunidades de renda a partir desse processo. Recipientes recicláveis são doados pelo público e transformados em matéria-prima para a criação de novas obras de arte, reforçando a ligação entre a arte e a sustentabilidade.</p>
<p>&#8220;A arte derivada de plástico reciclado é uma expressão criativa que transforma resíduos em obras inspiradoras. Essas obras não apenas adornam espaços, mas também contam histórias de renovação, destacando o potencial de transformação presente no simples ato de reciclar&#8221;, afirma Marcelo Ferraz, Coordenador Artísitico do Projeto.</p>
<p>Imersão transformadora</p>
<p>Durante o evento, o público poderá conhecer todo o processo de transformação da reciclagem. Em um estande, os visitantes passarão por cada etapa: a separação do plástico, a trituração e a inserção nas máquinas injetora e extrusora, para moldar e criar as novas peças, que serão expostas e doadas.</p>
<p>O projeto contará com um produtor, um assistente de produção e um artista-orientador que vai auxiliar os visitantes. Os profissionais também vão atuar em parceria com escolas, ONGs e cooperativas participantes.</p>
<p>&#8220;Nosso objetivo é ajudar a conscientizar a população sobre a importância da reciclagem, promovendo a economia circular, ao destacar a reutilização de materiais, o empreendedorismo e a geração de renda, além de incentivar práticas sustentáveis com impacto social e econômico&#8221;, explica Clarissa Thomson, da Gerente Geral de Relações Externas e Sustentabilidade da BRAVA Energia.</p>
<p>Serviço:</p>
<p>Projeto Reciclarte</p>
<p>Data: 03 a 09 de junho de 2025</p>
<p>Local: Praça Almirante Júlio de Noronha, 83 &#8211; Leme</p>
<p>Horário: das 09h às 12h30 e das 14h às 18h</p>
<p>Idade indicativa: livre</p>
<p>Patrocinadores: Brava, via Lei de Incentivo à Cultura</p>
<p>Apoio: Ministério da Cultura, BNY e Prefeitura do Rio de Janeiro</p>
<p>Realização: RBR</p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/projeto-reciclarte-faz-evento-gratuito-no-rio-de-janeiro-para-conscientizar-populacao-sobre-reciclagem-de-residuos/">Projeto Reciclarte faz evento gratuito no Rio de Janeiro para conscientizar população sobre reciclagem de resíduos</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Confira os horários da coleta seletiva na Ilha do Governador</title>
		<link>https://ilhacarioca.com/confira-os-horarios-da-coleta-seletiva-na-ilha-do-governador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Geísa Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2025 13:15:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento e Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha do Governador]]></category>
		<category><![CDATA[Comlurb]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a separação adequada, diminuímos o envio para o aterro sanitário</p>
<p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/confira-os-horarios-da-coleta-seletiva-na-ilha-do-governador/">Confira os horários da coleta seletiva na Ilha do Governador</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-47066" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/06/Confira-os-horarios-de-coleta-seletiva-na-Ilha-do-Governador-1024x571.jpg" alt="" width="1024" height="571" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/06/Confira-os-horarios-de-coleta-seletiva-na-Ilha-do-Governador-1024x571.jpg 1024w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/06/Confira-os-horarios-de-coleta-seletiva-na-Ilha-do-Governador-300x167.jpg 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/06/Confira-os-horarios-de-coleta-seletiva-na-Ilha-do-Governador-768x428.jpg 768w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2025/06/Confira-os-horarios-de-coleta-seletiva-na-Ilha-do-Governador.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" />Atualmente, a <strong><a href="https://ilhacarioca.com/tag/comlurb">Comlurb</a></strong> coleta cerca de 5.700 toneladas de materiais recicláveis por mês, considerando tanto a coleta feita pela frota própria quanto o volume recolhido pelos recicladores autônomos, que reportam mensalmente a quantidade coletada. Esse montante representa cerca de 11% dos materiais potencialmente recicláveis na cidade, estimados em 40%.</p>
<p>A Coleta Seletiva atende a 117 bairros da cidade. Todo o material é entregue gratuitamente a 29 cooperativas de catadores, que fazem a separação e comercializam os produtos. O lixo reciclável garante assim trabalho e renda aos cooperativados, beneficiando cerca de 450 famílias.</p>
<p><strong>Por que participar?</strong><br />
Separar os materiais de forma correta significa não gerar lixo. A Coleta Seletiva é o primeiro passo para fazer com que vários tipos de resíduos sigam seu caminho para reciclagem ou destinação ambientalmente adequada.</p>
<p>Quando misturamos produtos que poderiam ser reciclados com materiais orgânicos (resto de comida, cascas de frutas e legumes) contaminamos os recicláveis, transformando-os em lixo.</p>
<p>Com a separação adequada, diminuímos o envio para o aterro sanitário e, consequentemente, diminuímos também a emissão de gases do efeito estufa e a degradação do meio ambiente.</p>
<p>Além disso, ao participar da Coleta Seletiva, você estará auxiliando mais de 400 famílias que dependem dos resíduos recicláveis para seu sustento nas cooperativas de catadores associados. E quanto mais pessoas participarem, mais empregos poderão ser criados.</p>
<p>Basta separar os materiais recicláveis (papel, plástico, vidro e metal) e colocá-los para coleta no dia e horário certos. O material deve ser embalado em saco plástico transparente ou translúcido (azul e verde) para que o gari possa visualizar o conteúdo.</p>
<p><strong>Confira os dias e horários da coleta seletiva na Ilha do Governador: </strong></p>
<p><strong>Bancários </strong>&#8211; 5ª e 6ª Feira das 16h às 00h/ sábado 7h às 00h<br />
<strong>Cacuia </strong>&#8211; 6ª Feira das 16h às 00h/ sábado 16h às 00h<br />
<strong>Cocotá</strong>&#8211; 5ª e 6ª Feira das 16h às 00h/ sábado 7h às 15h<br />
<strong>Freguesia</strong> &#8211; 5ª Feira das 16h às 00h/ sábado das 16h às 15h<br />
<strong>Galeão</strong> &#8211; 6ª Feira das 16h às 00h/ sábado 16h às 00h<br />
<strong>Jardim Carioca</strong> &#8211; 5ª Feira das 7h às 15h<br />
<strong>Jardim Guanabara</strong> &#8211; 4ª e 6ª Feira das 7h às 15h<br />
<strong>Moneró </strong>&#8211; 2ª Feira das 16h às 15h<br />
<strong>Pitangueiras</strong> &#8211; Sábado das 7h às 15h<br />
<strong>Portuguesa</strong>&#8211; 2ª e 6ª Feira das 16h às 00h/ 5ª e sábado das 7h às 15h<br />
<strong>Praia da Bandeira</strong> &#8211; Sábado das 7h às 15h<br />
<strong>Ribeira</strong> &#8211; Sábado das 7h às 15h<br />
<strong>Tauá</strong> &#8211; 2ª e 6ª Feira das 16h às 00h/ 5ª feira das 7h às 15h|16h às 00h/ Sábado das 7h às 00h<br />
<strong>Zumbi</strong>&#8211; Sábado das 7h às 15h</p>
<p>Qualquer pessoa pode ver se a sua rua está incluída no roteiro da coleta seletiva. Para isso, basta acessar o site comlurb.prefeitura.rio/servico/coleta-seletiva. Caso a rua não esteja incluída, o pedido de inclusão pode ser feito pela Central de Atendimento 1746 da Prefeitura.</p>
<p>Fonte: Comlurb/@SubIlhas</p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/confira-os-horarios-da-coleta-seletiva-na-ilha-do-governador/">Confira os horários da coleta seletiva na Ilha do Governador</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Há 25 anos, o mundo se despedia de Renato Russo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Oct 2021 21:30:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento e Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha do Governador]]></category>
		<category><![CDATA[Renato Russo]]></category>
		<category><![CDATA[Wagner Victer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Renato Russo é um artista que passará por gerações e merece ser celebrado por sua genialidade</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/10/Há-25-anos-o-mundo-se-despedia-de-Renato-Russo.jpg" alt="" width="713" height="492" class="aligncenter size-full wp-image-37341" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/10/Há-25-anos-o-mundo-se-despedia-de-Renato-Russo.jpg 713w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/10/Há-25-anos-o-mundo-se-despedia-de-Renato-Russo-300x207.jpg 300w" sizes="(max-width: 713px) 100vw, 713px" />Hoje, 11 de outubro, completam 25 anos da morte da grande lenda Renato Russo.</p>
<p>Conheci Renato Russo há 38 anos atrás, quando ele voltava para Ilha do Governador, para dar início a grande arrancada do Legião Urbana, que havia sido iniciada em Brasília.</p>
<p>Convivemos muito e por diversas vezes, levei ele nos shows dentro do meu famoso Corcel II.</p>
<p>Muitos anos depois, em julho de 2012, como Presidente da CEDAE e junto com o então Secretário de Conservação Osório e o Subprefeito da Ilha do Governador, Vitor Accioly fizemos uma homenagem para ele, construindo um Memorial para ele na Estrada do Galeão, uma bela escultura do artista IQUE. </p>
<p>Renato Russo é um artista que passará por gerações e merece ser celebrado por sua genialidade e também um grande patrimônio da nossa Ilha do Governador.</p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/ha-25-anos-o-mundo-se-despedia-de-renato-russo/">Há 25 anos, o mundo se despedia de Renato Russo</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>O Moneró volta a ser Moneró</title>
		<link>https://ilhacarioca.com/o-monero-volta-a-ser-monero/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wagner Victer]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Sep 2021 21:01:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento e Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Moneró]]></category>
		<category><![CDATA[Wagner Victer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No passado, alguém da ECT, de maneira inadvertida, colocou todas as ruas do Moneró como pertencentes do Bairro Portuguesa</p>
<p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/o-monero-volta-a-ser-monero/">O Moneró volta a ser Moneró</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36798" aria-describedby="caption-attachment-36798" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-36798" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/09/O-Moneró-volta-a-ser-Moneró-1024x560.jpg" alt="" width="1024" height="560" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/09/O-Moneró-volta-a-ser-Moneró-1024x560.jpg 1024w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/09/O-Moneró-volta-a-ser-Moneró-300x164.jpg 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/09/O-Moneró-volta-a-ser-Moneró-768x420.jpg 768w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/09/O-Moneró-volta-a-ser-Moneró.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-36798" class="wp-caption-text">Rua Franco Job, no Moneró</figcaption></figure>
<p>Recentemente, quando a Comissão de Defesa do Consumidor da ALERJ, esteve na Ilha do Governador, fiz uma reclamação que era um problema histórico que afetava todos os moradores do Moneró.</p>
<p>No passado, alguém da Empresa Brasileira dos Correios e Telégrafos (ECT), de maneira inadvertida, o que reflete inclusive em aplicativos, colocou todas as ruas do Moneró, como pertencentes do Bairro Portuguesa. Ou seja, o CEP das ruas no Moneró, inclusive a que moro como a Rua Franco Job e outras como Princesa, Bardana, Domingos Segreto, Aristarco Ramos aparecia indevidamente o bairro como sendo Portuguesa, e na realidade eram Moneró, que sempre foi um bairro distinto, com suas características próprias.</p>
<p>Para solicitar a correção, fui ao local onde a Van estava estacionada e formalizei a reclamação a Comissão de Defesa do Consumidor da ALERJ, que levou ao ECT a minha reclamação e a excelente notícia é que a empresa atendeu e me mandou a carta abaixo comunicando que desde essa semana de setembro às ruas do Moneró, o que pode ser consultado, voltaram a ter o CEP como sendo o Bairro Moneró e não bairro Portuguesa e até no mapa o Moneró volta a surgir.</p>
<p>Essa correção é importante, pois como disse, além das questões para aplicativos, os endereços e seus bairros associados por CEP servem para uma questão de cálculos de dados socioeconômicos como o IDH, e nessa estávamos juntos com a Portuguesa sempre lembrando que o Moneró junto com o Jardim Guanabara éramos um dos maiores no bairro, sempre lembrando que o Moneró que é margeado pelo Corredor Esportivo é um dos mais agradáveis do Rio de Janeiro. Destaco que pelo que levantei o único logradouro que ainda não acertado como Moneró é Avenida dos Magistérios, onde fica o Corredor Esportivo, já que outros logradouros como a Estrada do Dendê, no trecho que corta o Moneró, o bairro foi corrigido.</p>
<p>Esse ato simples que fiz como cidadão e morador que acredito que incomodava outros que moravam no Moneró, e demonstra claramente que reclamar adianta e é muito importante exercer a cidadania.</p>
<p>Mando abaixo a carta enviada pela Comissão de Defesa do Consumidor da ALERJ, através do seu Presidente, Deputado Estadual Fábio Silva aos Correios (ECT) e a sua resposta, enviada confirmando o atendimento ao pleito que fiz e que inclusive, já pode ser consultado no site do correio e alguns aplicativos de outros serviços já acertaram, pois migram automaticamente.</p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/o-monero-volta-a-ser-monero/">O Moneró volta a ser Moneró</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>A flor do Baobá</title>
		<link>https://ilhacarioca.com/a-flor-do-baoba/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2021 16:30:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento e Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Wagner Victer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Corredor Esportivo, no Moneró há um exemplar de Baobá plantado há muitos anos</p>
<p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/a-flor-do-baoba/">A flor do Baobá</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/03/A-flor-do-Baobá.jpg" alt="" width="750" height="421" class="aligncenter size-full wp-image-34675" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/03/A-flor-do-Baobá.jpg 750w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/03/A-flor-do-Baobá-300x168.jpg 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/03/A-flor-do-Baobá-390x220.jpg 390w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" />A Flor do Baobá é um desabrochar que acontece muito raramente! Ela só surge em poucos períodos num intervalo de muitos anos e muitas vezes a pessoa não consegue observá-la ou cultuá-la, até porque é uma árvore considerada sagrada. </p>
<p>Temos aqui no Corredor Esportivo no Moneró, na Ilha do Governador, um Baobá plantado há muitos anos e que fizemos um mutirão recentemente para que cerca de 20 mudas fossem retiradas, onde plantaremos novos Baobás para o futuro.</p>
<p>Hoje, dia 28 de janeiro, o Baobá deu uma Flor que recebi do meu amigo, seu Ilário, que toma conta como voluntario de um Bosque onde os moradores daqui da Ilha do Governador apoiam e plantam diversas árvores!</p>
<p>A flor é linda e é a flor da esperança e da vida!! Uma flor mágica e vale a pena ver a foto.</p>
<p>Essa flor só ficará ali no máximo dois dias! Quem abraça o Baobá e ver a flor do Baobá tem a pessoa querida e amada para o resto da vida. </p>
<p>Convoco todos as pessoas que gostam de fotografia para irem ao Corredor Esportivo com suas máquinas fotográficas para registrarem e eternizar essa linda flor do Baobá. Vamos postar em nossas redes essa beleza.  </p>
<p><strong>Wagner Victer é Engenheiro, Administrador e Jornalista e mora na Ilha do Governador</strong></p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/a-flor-do-baoba/">A flor do Baobá</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>As maritacas da Ilha do Governador</title>
		<link>https://ilhacarioca.com/as-maritacas-da-ilha-do-governador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jan 2021 19:39:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento e Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Wagner Victer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os finais de semana do verão permitem aqueles que moram na Ilha do Governador desfrutar de muitas belezas que temos no bairro. Alguns dias atrás, deitado nas águas quentes da piscina do Iate Clube Jardim Guanabara, na certa o melhor Clube do Rio de Janeiro, eu e as pessoas que ali estavam, observamos, maravilhados, um &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34571" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/02/As-maritacas-da-Ilha-do-Governador.jpeg" alt="" width="720" height="512" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/02/As-maritacas-da-Ilha-do-Governador.jpeg 720w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/02/As-maritacas-da-Ilha-do-Governador-300x213.jpeg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" />Os finais de semana do verão permitem aqueles que moram na Ilha do Governador desfrutar de muitas belezas que temos no bairro.</p>
<p>Alguns dias atrás, deitado nas águas quentes da piscina do Iate Clube Jardim Guanabara, na certa o melhor Clube do Rio de Janeiro, eu e as pessoas que ali estavam, observamos, maravilhados, um casal de maritacas que fizeram seu ninho em um coqueiro que existe dentro da área da piscina e que convivem naquele ambiente que ali fizeram um ninho com seus filhotes.</p>
<p>No mesmo Iate, o conjunto de árvores lá preservadas, especialmente as mangueiras, dezenas de maritacas convivem com aqueles que frequentam e dividem o seu belo som.</p>
<p>As maritacas da Ilha também dividem o seu belo som e o seu bailar no Corredor Esportivo, especialmente na área de Manguezal, ali preservada e em um conjunto de árvores que nós moradores temos lutado muito ao longo das últimas décadas para preservar. Ao final de cada dia, são centenas que voam na sua acrobacia aérea deleitando aqueles que moram na Ilha do Governador, como se estivéssemos numa região de mata.</p>
<p>O mais bacana é que essa nova população de aves que se desenvolve no bairro e que não é somente criada em locais tradicionais de preservação, como na região do Bananal, onde estão os fuzileiros navais, e outros locais da Ilha, começam a conviver simpaticamente com os moradores e isso é uma resposta muito bonita da natureza e um sinal que devemos receber como algo que devemos preservar.</p>
<p>Voltaram a surgir na Ilha, porque foram soltos ou fugiram das suas gaiolas, não só as maritacas, mas até papagaios, periquitos, sabiás, colibris e todos os animais que frequentaram essa bela região e não somente as rolinhas e pardais que ficavam há anos como praticamente os únicos que sobreviveram a ocupação descontrolada do bairro.</p>
<p>Temos trazido para visitar o bairro, em especial essas regiões, Secretários Estaduais e Municipais de Meio Ambiente, Presidentes de órgãos ambientais, como INEA, e isso tem trazido uma reflexão para eles de que é muito importante cada vez mais preservar esse espaço e garantir o crescimento dessa bela fauna.</p>
<p>As maritacas da Ilha do Governador são uma resposta e um belo símbolo do bairro que outrora foi conhecido pelo seu gato maracajá eternizado na Pedra da Onça.</p>
<p>A criação da consciência ambiental, não só dos que atualmente moram na Ilha do Governador, mas de todos os jovens, é fundamental para manter esse bairro que tem a maior orla retificada do Município do Rio de Janeiro e que sempre foi um lugar muito aprazível para morar e que durante muito tempo começou a ser devorado pela especulação imobiliária.</p>
<p><strong>Wagner Victer</strong> é Engenheiro, Administrador, Jornalista e mora na Ilha do Governador.</p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/as-maritacas-da-ilha-do-governador/">As maritacas da Ilha do Governador</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Os filhos do Baobá da Ilha do Governador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Jan 2021 19:35:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento e Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha do Governador]]></category>
		<category><![CDATA[Wagner Victer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Baobá é uma árvore de origem Africana, belíssima e para muitos povos uma árvore sagrada</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste final de semana, no Corredor Esportivo do Moneró, fizemos uma atividade, muito bacana voltada ao Meio Ambiente.</p>
<p>Um conjunto de frequentadores do Corredor Esportivo, apoiado por entidades da Ilha do Governador, como o grupo &#8220;Engenhando a Cidade&#8221; e &#8220;Associação de Mulheres da Ilha do Governador &#8211; AMUIG, com o apoio da *CEDAE e de um conjunto de voluntários, em especial o Seu Hilário, que cultiva um belo bosque ali, fizeram uma atividade muito importante, que trará belos frutos no futuro.</p>
<p>Com orientação do Engenheiro Florestal, Alan Abreu e da equipe da CEDAE, extraímos 23 mudas do Baobá, plantado no Corredor Esportivo do Moneró, que após receber um processo de infiltração de fósforo para fortalecer o enraizamento, e foram transportadas para o extrato de lodo produzido na Estação de Esgotos da Ilha do Governador &#8211; ETE-ILHA, e irão para os viveiros e estufas da CEDAE, para que daqui a 6 à 8 meses, possam se transformar como novas mudas de Baobá.</p>
<p>A ideia que dessas 23 mudas de Baobá, caso essas vinguem, já que foram extraídas com toda técnica e sob orientação do Engenheiro Florestal, que possamos pelo menos plantar de 10 à 15 na Ilha do Governador e pelo menos mais 3 no Corredor Esportivo, e que outras possam ser colacadas em outros pontos a serem definidos pela CEDAE.</p>
<p>O Baobá é uma árvore de origem Africana, belíssima e para muitos povos uma árvore sagrada, chega a viver 1000 anos e existem poucos lugares no Rio de Janeiro, e foi eternizado no célebre clássico de Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe.</p>
<p>Essa ação que realizamos, realmente é diferenciada, e contou com a participação de muitas crianças, esperamos que possa realmente dar resultado.</p>
<p>São com pequenas ações voluntárias, que conseguimos dar bons exemplos e contribuir para a melhoria da nossa sociedade.</p>
<p><strong>WAGNER VICTER</strong><br />
Engenheiro, Administrador e morador da Ilha do Governador</p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/os-filhos-do-baoba-da-ilha-do-governador/">Os filhos do Baobá da Ilha do Governador</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Réquiem a &#8220;Quadra do Seu Nelson&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wagner Victer]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2021 17:21:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento e Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha do Governador]]></category>
		<category><![CDATA[Wagner Victer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quadra era o ponto de encontro dos jovens no Moneró</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-33900" src="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/01/Requiem-a-Quadra-do-Seu-Nelson.jpg" alt="" width="1280" height="794" srcset="https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/01/Requiem-a-Quadra-do-Seu-Nelson.jpg 1280w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/01/Requiem-a-Quadra-do-Seu-Nelson-300x186.jpg 300w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/01/Requiem-a-Quadra-do-Seu-Nelson-1024x635.jpg 1024w, https://ilhacarioca.com/wp-content/uploads/2021/01/Requiem-a-Quadra-do-Seu-Nelson-768x476.jpg 768w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<h5>Por Wagner Victer</h5>
<p>No clássico livro da literatura húngara, escrito em 1907 e leitura obrigatória para os então adolescentes da década de 1970, hoje mais do que cinquentões,o escritor Ferenc Molnar, “Os Meninos da Rua Paulo (A Pál utcai fiúk)”, traduzido para diversas línguas, se desenvolve, a partir da guerra psicológica de grupos de adolescentes de Budapeste, na disputa por um espaço de um pequeno terreno onde podiam brincar, praticar esportes, e aquela batalha diária tem seus sonhos rompidos pelo trágico fim do jovem, Nemecsek, um dos mais puros e pela ocupação do terreno por uma construtora, como se tais fatos representassem o fim do encanto da juventude daqueles jovens.</p>
<p>O mesmo sentimento de perda, de rompimento de meus estatutos de infância e dos meus laços com minha juventude e até das minhas raízes com o futebol, me veio recentemente ao passar em frente a um terreno no Moneró na Ilha do Governador, onde vivi desde a minha infância, e onde vi com muita surpresa, sendo erguido um prédio no local onde abrigava a famosa “Quadra do seu Nelson”.</p>
<p>Nelson Coutinho, que dava nome a quadra, era um então jovem baiano com uma farta cabeleira frontal, pele bronzeada pelo sol, que cultivava, alternada seus cachos loiros, com uma calvície acentuada na parte superior da nuca e com olhos cor de esmeralda clara. Teve a visão e o carinho de construir uma quadra de futebol para seus filhos, se tornando, assim, um pai para uma geração de garotos, adolescentes de todas as idades. A quadra, não posso precisar a data, mas certamente foi construída em meados da década de 1970, pois, me lembro coincidir com a criação da Máquina Tricolor de Francisco Horta e onde nossos atletas e jogadas, eram repercutidos em jogadas, como o clássico elástico de Rivelino e as cabeçadas para o chão do gringo Dovale os dribles pelas laterais do PC Caju, apesar do anfitrião ser vascaíno.</p>
<p>Em uma construção simples de piso cimentado, com cerca de 12 metros de frente e 15 metros de fundos, com acesso pela Rua Domingos Secreto no Moneró, sem qualquer estratégia de atração dos jovens, mas simplesmente criando essa “armadilha” esportiva de lazer, transformou aquele espaço em um ponto de encontro de formação de amizades, de caráter de muitas gerações naquele pequeno enclave da Ilha, onde além do futebol, falávamos de nossos times, comentávamos a última “mulher pelada” publicada na revista Ele &amp; Ela,e organizávamos as festinhas que iríamos “penetrar”e tomar Q-suco de Uvae pão Plus Vita com patê.</p>
<p>Dono de uma gráfica grandiosa na ocasião, e casado com a também simpática Dona Miriam, uma linda morena (com todo respeito) que ficava em uma piscina ao fundo da quadra em nível bem abaixo, com acesso por uma escada ao fundo da quadra.Todos nós respeitávamos aquele convívio de espaços, até porque os mais chegados, como eu, de vez em quando éramos convidados para curtir aquela piscina que parecia um oásis no contraste com o calor que fumegava do piso da quadra,que não era coberta, e que porém não nos incomodava, pois, como répteis, desenvolvemos uma couraça no solado de nossos pés que não nos requeria sequer o uso de kichutes, congas ou tênis para as partidas.</p>
<p>Seu Nelson, com a atitude do patriarca do grupo de garotos, teve seus filhos, André, Xandinho e Andrea, mesmo mais novos, sendo adotados como amigos da garotada do bairro, que vinham dos diversos cantos do chamado Moneró e “raves” distintas, até porque quem seria louco de não ter o privilégio de jogar na “Quadra do Seu Nelson”. As raves vinham das mais diversas áreas do bairro, como os entornos da Rua Princesa/Franco Job, da Domingos Secreto/Tito Lívio de Castro, do entorno da Rua Haia, do entorno da Pracinha Papai Noel do chamado Condomínio Pombal, do entorno da Rua Bardana e até de outros Bairros como Jardim Guanabara e Portuguesa.</p>
<p>As regras das partidas,eram bastantes simples e surgiam da naturalidade e não eram questionadas: a bola não saía nas laterais e, portanto, as paredes eram elementos de dribles, de técnica própria e passe. A escalação era, 3 jogadores de cada lado na linha mais o goleiro e cada partida era finalizada ao chegar o placar de 6 gols, sendo também finalizada caso um time conseguisse colocar 3 gols de vantagem inicial sem o outro marcar. O time que ganhasse continuava em campo. Do lado de fora, convivendo com a lateral, ficavam os “times de fora” aguardando. Muitas vezes existiam de 3 a 4 times e convivendo nesta lateral do campo, porém sem poder se sentar, para não atrapalhar os limites da quadra e os dribles.</p>
<p>A bola normalmente era leve, tipo “Dente de Leite” que muitas vezes furava no próprio alambrado que circundava a quadra ou na boca de um “maldito” pastor alemão da casa ao lado, onde moravam, Herlander, Sérgio (Rato) e a Márcia, que apesar dos elevados alambrados vez por outra lá caía.</p>
<p>A principal regra, que demonstrava uma certa ética do convívio, era o exercício de saber “falar grosso”, e se impor, já que a bola não podia ser chutada muito forte! Isso mesmo sem qualquer recurso de VAR ou dinamômetro, existia um conceito de que o gol tinha que ser com bola colocada ou “chute normal”, senão, assim não fosse o grito era: “Bomba, Bomba”!!! E as discussões eram intermináveis anulando ou validando o gol. Aliás, naquela arena os principais dribles eram os lençóis ou os chamados “ovinhos&#8221; onde o maior especialista era o Ary (Macaco), pilotava uma moto ensurdecedora, que morava na última casa da Estrada do Dendê que ali se encerrava,onde havia um muro com uma mata, e onde atualmente existe o Village, e soube que depois virou piloto de Boeing.</p>
<p>A Quadrado seu Nelson, por ser pequena e com paredes, fazia com que tivéssemos que desenvolver uma boa técnica de passes, dribles, e especialmente a figura do pivô. O goleiro lançava a bola com a mão e você escorava para traz ou até cabeceava direto, já que o gol dentro da área só podia ser feito de cabeça. O tiro de canto, já que a bola só saía na linha de fundo, era feito com a mão e a rapidez e o deslocamento do atacante em relação ao goleiro no primeiro pau era uma técnica mortal e sagaz adaptada pelos atacantes mortais.</p>
<p>Ao fundo da quadra, em uma quina junto ao alambrado que dava para a piscina, havia uma bica onde ao fim de cada partida a água era bebida direto com o uso da mão do abastecimento da rua, atestando a qualidade histórica da água da Cedae, pois nunca se soube de alguém com dor de barriga ou doente por beber daquela água, muito pelo contrário, muitos como eu até ficavam gordinhos com aquele energético vindo de cano de ferro galvanizado com forte sabor de cloro e frescor ferruginoso, digno das melhores bebidas servidas em nosso Caribe que era a Praia do Dendê, isso confirmando com o melhor ditado do passado: “de que, o que não mata engorda&#8221;.</p>
<p>Não existia naquela época bullying, aliás, sequer sabíamos o que era isso,até porque o mais próximo dessa expressão era a búlica dos jogos de bola de gude. Não havia classe social, ricos, pobres e em especial os porteiros do entorno se engalfinhavam com o mesmo status e procedência, por suas vagas em partidas que nas férias aconteciam muito cedo a ponto de muitas vezes acordarmos Seu Nelson e Dona Miriam. Em períodos escolares começavam e iam até a noite, pois, todos como morcegos, desenvolvemos visão noturna para poder jogar! Aliás, até nisso Seu Nelson foi sábio, pois nunca iluminou com refletores a quadra, pois sabia que se assim o fizesse não voltaríamos para casa, até porque quando já não havia mais pessoas para formar dois times, desenvolvemos um novo tipo de esporte que chamávamos de “gol a gol”, onde cada lado, isolado ou em dupla, sem poder colocar a mão ou cruzar o meio campo, chutava de qualquer ponto de seu campo,como em uma disputa de posicionamento típico de Roland Garros e de aferição de chute e de proteção ao gol.</p>
<p>Com o tempo, o único esporte que passou a ser permitido,não muito com a simpatia do seu Nelson,foi o vôlei, com a instalação de uma rede, na ocasião turbinado pela onda criada da geração de ouro,de Bernard e eternizada pelo saque da jornada nas estrelas. Pelo seu Nelson o segundo esporte seria somente a “purrinha” que ele nos ensinou a jogar ou o chamado “bafo-bafo” com figurinhas.</p>
<p>Aqueles que ali jogavam,tinham todos a sua identidade transformada em apelidos que são lembrados até hoje e surgiam em categorias. Havia principalmente nomes de animais como Galo, (aliás, o maior artilheiro e lenda do futebol do bairro), tinha também: toupeira, ganso, garça, pato, pinto, cachorro, macaco, girafa, esquilo, elefante, cavalo, rato, camarão, mosquito, jararaca, grilo, coelho, muçum, cambaxirra, jegue, passarinho,tubarão, anu, sapo e até o porquinho da índia.</p>
<p>As origens geográficas também definiam nomes também, como: português, pará, russo, índio, caxias, baiano, ceará, gaúcho, paraíba entre outros.</p>
<p>Alguns traziam seus apelidos já vinham de casa como: Edinho, Zé,Nino, Mando, Duda, Gonçalo, Juninho, Serginho, Frazão, Chico, Zé Maria, Alvinho, Luth, Souza, Tony, Bila, Cazé, Priore, Marcinito, Pereira,Leo, Julião, Peregrino, Marcinho, Tozé, Cabral, Carapiá, Felisberto, Cezar, Juca e Pop. Os personagens dos gibis também tinham sua presença: Batman, Sereia, Esqualidus, Gancho, Bambam, Dick Vigarista, Fantomas e Piu Piu.</p>
<p>É lógico que atributos que se colocavam também geravam apelidos como peneira (o rei dos furos), meleca, gordo, quatro olhos, zumbi, moleza, canhota, caolha, china, nenê, banha, boca, PQP, jama, ventania, vermelho, cafézinho, azeitona,ferrugem,careca, maromba, bigode, piaú, perna, prego, cabeça, cheiroso, “roque roque”, bundinha, velho zuza, relógio,coalhada, barracão,cachinho,vermelho, bom cabelo, jujuba, pescoço, comédia, coquinho, romano, maluco, graúdo, miúdo, bombom (Eron), chuchu e até tijolo.</p>
<p>A participação feminina era pequena, mas existia e a maioria se fazia através das irmãs dos membros do grupo que frequentavam a quadra. Além da bela Vitória, irmã do Marcelo que se fingia de &#8220;ceguinho&#8221;, tínhamos também a bela dupla de irmãs do Zé Manoel,Lúcia e Fátima, as irmãs do Nino: Pina e Consolata, a irmã do Herlander, Márcia que casou com o Mando, a Tutu, irmã do Pará e do Maza, a Marcia irmã do Cabral,a Mônica ou irmã de Marquinhos e Marcelo (cheiroso), até a Renata (filha da Dona Regina), que morava em frente a quadra, além claro da bela Mariza com quem ainda me encontro sempre.</p>
<p>Nesse convívio com a molecada existia muitos adultos, além do Seu Nelson, que participavam conosco, todos os mais “coroas”eram em sinal de respeito, identificados como &#8220;Seu&#8221; a frente como: Seu Manel, Seu Carapiá, Seu Aloisio (juiz de futebol), Seu Waldir, Seu Blener, Seu Jaime e até um mais jovem que era chamado de &#8220;Seu Moço&#8221;.</p>
<p>Aliás a poucos era permitido o uso de nomes como só irmãos Marcos e Manel Alberto, Arísio, Serginho, Edson, Antonio, Jorge, Marcelo, Axel, Marcio,João, Denilson, Miguel,Evaristo,Milton, Mauro,os irmãos Pedro e Ricardo, os irmãos Rogério e Ronaldo, Denis, Gladimir, Waldir, Beny, Wander, Wladimir e Cláudio.</p>
<p>Sempre lembrava das figuras típicas icônicas,como um Pasteleiro,que com um amplo chapéu de palha, em forma de pastel abandonava sua venda e lá parava e os eternos mascotes “nheco-nheco” que eram dois irmãos gêmeos univitelinos, Beto e Ugo, com uma voz bastante fanhosa,um torcendo pelo Flu e outro pelo Fla, como se na duplicação no útero do zigoto original que o Fla-Flu .já estivesse presente.</p>
<p>Em momentos festivos, muitas vezes eram organizados os chamados “Times Contra”, onde equipes vindas de Olaria, de um amigo do Seu Nelson e jogávamos com camisas em categorias adultos e os mais jovens, e o espírito de união crescia, com uma animada torcida e jogávamos como se fosse uma disputa entre países. Ali certamente tomei a primeira latinha de cerveja Skol, bem gelada.</p>
<p>Aliás, naquele nicho adolescente todos conviviam harmoniosamente e não havia conflitos gerados por esses avocativos, ou racismo, homofobia (todos se consideravam machos aliás). Às vezes a porrada estancava pela disputa no futebol e pela pancada firme, porém brigas e palavrões eram monitorados por um tribunal informal presidido por Seu Nelson que aplicava suspensões temporárias.</p>
<p>Tenho muita saudade do Seu Nelson. Sua ida precoce me tocou muito, pois ele era um homem adorado e admirado por nossa geração até porque cuidava de todos nós. Quando meu pai morreu, me lembro do abraço firme que ele me deu e senti os braços do meu pai, seus olhos claros brilharam como o do meu pai. A cada natal eu ia na casa dele e não só para mim ele tinha sempre algo guardado na árvore de natal que ficava no fundo de sua casa, em um quintal coberto com telhas giroflex, aliás como tinha para todos que iam lhe visitar nesse dia em uma romaria natalina, daqueles garotos da quadra.</p>
<p>A cada vitória profissional que tinha em minha vida eu sabia que enchia o Seu Nelson de orgulho, pois fui um dos frutos daquele ambiente que ele criou, através daquela quadra para mim e para os meus amigos, que muitos ainda tenho contato e sei que lerão, e se emocionaram com essa crônica. Daquela quadra saíram, Engenheiros, Médicos, Advogados, Administradores, Contadores, Vendedores, Empreiteiros, Policiais, Servidores Públicos,Garçons, Artistas, Professores, Banqueiros, Empresários de diversos ramos como: Supermercados, dos Transportes Coletivos, de Casas de Alimentação, Venda de Automóveis, hoje muitos com famílias e muitos já aposentados, alguns desempregados, felizes e até os tristes, os sóbrios e os pinguços e até os que já se foram.</p>
<p>Parei de jogar futebol há bastante tempo, até por uma contusão no joelho das muitas que tive naquela quadra, mas sempre que passava a frente daquele muro era como parte de minha juventude ainda estivesse lá guardada e a construção de um prédio ali, me encheu de tristeza e melancolia, e que cada vez mais vejo esse passado se afastando,como a precoce perda do meu Pai, quando eu ainda jogava naquela quadra e a recente de minha Mãe, Dona Leda, e até de ídolos da Máquina Tricolor como as recentes perdas da dupla de zaga,Assis e Silveira, que me remetem aquela época.</p>
<p>Como no “Os Meninos da Rua Paulo”com a trágica partida de Nemecsek que foi como a que choramos e sentimos a perda do “Seu Nelson” e agora com o fim desse terreno sinto um pouco o fim de minha vida, do futebol de paixão, mas agradeço por ela ter existido e certamente o Seu Nelson que está lá no céu,e possivelmente ainda nos vendo como meninos e claro, de olho em todos nós. Essa é a magia do futebol e do esporte que marca nossas vidas, que muitas vezes não é percebida pois é feita através de anjos como ele.</p><p>The post <a href="https://ilhacarioca.com/requiem-a-quadra-do-seu-nelson/">Réquiem a “Quadra do Seu Nelson”</a> first appeared on <a href="https://ilhacarioca.com">Ilha Carioca</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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