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Bloco Suvaco do Cristo se despede do carnaval de rua

Foto: Douglas Shineidr / Riotur

Após quatro décadas, o Suvaco do Cristo se despediu das ruas do Rio neste domingo, dia 8 de fevereiro. Fundado no Jardim Botânico, o bloco se tornou um dos símbolos do carnaval carioca. O desfile derradeiro saiu com três sambas emblemáticos do bloco, dos anos de 1986, 1988 e 1992 (Divinas Axilas, Pirâmide 88 e Eco no Ar, com composições de Lenine, Mu Chebabi, Xico Chaves, entre outros). Além disso, a bandeira do Suvaco este ano teve quatro estrelas: uma homenagem aos sempre presentes no bloco Sylvia Gardenberg, Arnaldo Chain, Mestre Tião Belo e Jards Macalé.

João Avelleira, presidente do Suvaco do Cristo, destacou a importância simbólica do último desfile do bloco e o legado deixado para o Carnaval de rua. “O último desfile do Suvaco é um momento que nos enche de orgulho, porque o DNA do bloco está presente em inúmeros blocos que hoje fazem parte do Carnaval de rua. Quando começamos, havia pouquíssimos blocos desfilando. Era um período pós-ditadura, em que grandes aglomerações ainda não eram bem-vindas. O Suvaco ajudou a retomar a ocupação das ruas, que sempre foram um espaço do povo.”

Foto: Douglas Shineidr / Riotur

“Como toda boa festa, como toda boa reunião, chegou a hora da saideira. Na saideira, se a festa estiver boa, ela continua. Se não, a gente vai embora. Mas com certeza tá bom” disse o intérprete Willian Vorheers.

Joaquim Mello, integrante da bateria, destacou o carinho pelo bloco e a emoção de participar do desfile. “Eu sou Suvaco e tenho um amor enorme pelo bloco. É uma história maravilhosa, que deixa saudade. Neste ano, estar tocando repique é a realização de um sonho.”

Fonte: Riotur

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