Dívida bilionária: veja os clubes que mais devem no futebol brasileiro

Bastidores. A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (Anresf) criou um painel em seu site para divulgar informações sobre as dívidas dos clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. Os dados mostram que as 40 equipes somavam R$ 25 bilhões em passivos ao fim de 2025, com Corinthians, Atlético-MG e São Paulo nas primeiras posições do ranking.
De acordo com o levantamento, os clubes da Série A acumulavam R$ 22,08 bilhões em dívidas, enquanto as equipes da Série B registravam R$ 2,92 bilhões. A plataforma permite consultar os valores registrados nos balanços financeiros de cada time em 31 de dezembro de 2025, além de informações sobre pagamentos em atraso.
O Corinthians aparece na liderança entre os 40 clubes, com uma dívida total de R$ 2,76 bilhões. Na segunda posição está o Atlético-MG, com R$ 2,66 bilhões, seguido pelo São Paulo, que acumulava R$ 2,45 bilhões. Botafogo, com R$ 2,01 bilhões, e Palmeiras, com R$ 1,58 bilhão, completam os cinco primeiros colocados.
Apesar de ocupar a segunda posição no endividamento total, o Atlético-MG tem a maior dívida de curto prazo entre os clubes da Série A. Segundo os dados divulgados, o clube mineiro possuía R$ 1,36 bilhão em compromissos com vencimento nos 12 meses seguintes.
Na outra ponta do ranking, o Mirassol aparece como o clube menos endividado da primeira divisão, com passivo de R$ 11 milhões. Entre as equipes da Série B, o maior devedor é o Sport, com R$ 422 milhões, seguido pelo Náutico, com R$ 292 milhões. O CRB registra o menor valor entre os 40 clubes, com uma dívida de R$ 900 mil.
Veja o ranking dos clubes mais endividados
Confira os valores registrados pelos 40 clubes das Séries A e B ao fim de 2025:
Corinthians — R$ 2,76 bilhões
Atlético-MG — R$ 2,66 bilhões
São Paulo — R$ 2,45 bilhões
Botafogo — R$ 2,01 bilhões
Palmeiras — R$ 1,58 bilhão
Cruzeiro — R$ 1,36 bilhão
Internacional — R$ 1,27 bilhão
Flamengo — R$ 1,26 bilhão
Santos — R$ 1,23 bilhão
Vasco — R$ 1,10 bilhão
Fluminense — R$ 1,04 bilhão
Grêmio — R$ 936 milhões
Red Bull Bragantino — R$ 772 milhões
Sport — R$ 422 milhões
Vitória — R$ 408 milhões
Bahia — R$ 407 milhões
Athletico — R$ 405 milhões
Náutico — R$ 292 milhões
Fortaleza — R$ 291 milhões
América-MG — R$ 283 milhões
Avaí — R$ 268 milhões
Ponte Preta — R$ 240 milhões
Ceará — R$ 217 milhões
Coritiba — R$ 185 milhões
Vila Nova — R$ 175 milhões
Chapecoense — R$ 174 milhões
Novorizontino — R$ 167 milhões
Goiás — R$ 114 milhões
Botafogo-SP — R$ 89 milhões
São Bernardo — R$ 77 milhões
Athletic — R$ 72 milhões
Londrina — R$ 60 milhões
Atlético-GO — R$ 42 milhões
Cuiabá — R$ 40 milhões
Remo — R$ 37 milhões
Criciúma — R$ 37 milhões
Juventude — R$ 29 milhões
Mirassol — R$ 11 milhões
Operário-PR — R$ 4,2 milhões
CRB — R$ 900 mil
Seis clubes da Série A não relataram pagamentos em atraso
Além do endividamento total, o painel da Anresf apresenta informações sobre pagamentos vencidos relacionados a salários, transferências e impostos. Os clubes precisam informar esses dados à agência três vezes ao ano.
Até 30 de junho de 2026, apenas seis dos 20 times da Série A declararam não ter pagamentos em atraso: Bahia, Chapecoense, Flamengo, Mirassol, Palmeiras e Red Bull Bragantino. A próxima janela para a autodeclaração está prevista para 30 de novembro.
A divulgação dos números ocorre em meio ao avanço das medidas de fiscalização do Fair Play Financeiro no futebol brasileiro. Nesta semana, a agência determinou que Atlético-MG, Grêmio, Internacional e São Paulo têm 45 dias para quitar dívidas contraídas em 2026, sob risco de sofrerem sanções, como a proibição de registrar novos jogadores, conhecida como transfer ban.
O regulamento do Fair Play Financeiro está em vigor desde janeiro de 2026. Durante o período de transição, as punições estão restritas às dívidas relacionadas a contratos assinados nesta temporada. A partir de novembro, os clubes também poderão ser sancionados por débitos anteriores a 2026.
Com a proximidade do fim dessa etapa, há uma movimentação entre os clubes para tentar adiar a aplicação das penalidades até o fim de 2027 ou, preferencialmente, até 2028. Até o momento, porém, a Anresf não recebeu uma proposta formal para análise.
Fonte: Portal SRZD




