Criptofunk abre chamada para oficinas que aproximam tecnologia, cultura e saberes comunitários

A Criptofunk 2026 – O Baile da Retomada está com chamada aberta para pessoas interessadas em propor oficinas e atividades que aproximem tecnologia, cultura, arte e saberes comunitários. As propostas selecionadas farão parte da programação da iniciativa, que acontece no dia 14 de novembro, no Galpão Bela Maré e no Centro de Artes da Maré, das 11h30 às 17h.
A chamada recebe propostas em três linhas temáticas: “Tem sinal, mas tem acesso?: Conectividade e comunidades digitais”, voltada a experiências relacionadas à conectividade significativa, redes comunitárias, infraestruturas locais, educação e habilidades digitais; “Internet e bem-estar: como reflorestar a rede?”, que reúne pesquisas, práticas de cuidado, tecnologias e experiências comunitárias relacionadas aos impactos da internet e à construção de outras formas de estar em rede; e “Eu sou artixxxtaaa: Experimentações culturais e tecnologias”, dedicada a propostas que articulem arte, tecnologia e vida comunitária.
As atividades podem envolver audiovisual, música, código, projeção, corpo, dança, performance, jogos, inteligência artificial, tecnologias ancestrais e outras formas de experimentação. A chamada também contempla propostas que promovam experiências coletivas em ruas, redes, bailes, territórios e outros espaços comuns. A expectativa é que as oficinas tenham entre uma e duas horas de duração, mas outros formatos também podem ser apresentados e serão avaliados pela organização.

A Criptofunk parte do encontro entre tecnologias digitais e tecnologias ancestrais, corporais e coletivas. A iniciativa busca reunir artistas, ativistas e pessoas de diferentes saberes e práticas para pensar formas de criação, cuidado, autonomia e participação diante das transformações provocadas pelas tecnologias digitais.
Nesse contexto, a ideia de “bonde” aparece como uma forma de pensar redes de apoio e inteligência coletiva. A proposta é aproximar pessoas, conhecimentos e territórios, reconhecendo práticas produzidas nas periferias e por grupos atravessados por diferentes desigualdades sociais.
A chamada também parte de uma reflexão sobre o atual cenário digital, marcado pela concentração de infraestruturas e plataformas. Para a Criptofunk, pensar tecnologia passa por discutir quem pode acessar, produzir, transformar e decidir sobre as redes que fazem parte da vida cotidiana.

As inscrições ficam abertas de 14 de setembro a 5 de outubro Após o período de triagem, que acontece de 28 de setembro a 13 de outubro, o resultado será divulgado em 14 de outubro. Pessoas que tiverem suas propostas selecionadas poderão solicitar uma ajuda de custo de R$ 500, integralmente ou em 50% do valor, conforme indicação no formulário.
As propostas devem ser enviadas pelo formulário de inscrição: Chamada para Propostas Criptofunk 2026
O Criptofunk conta com o apoio da Fundação Heinrich Böll, parceria do Jararaca – Laboratório de Tecnopolíticas Urbanas, e é realizado por data_labe, Instituto Decodifica, Observatório de Favelas, Rede Transfeminista de Cuidados Digitais, Intervozes, Olabi, Redes da Maré e Afrofunk Rio.
Chamada para propostas de oficinas e atividades | Criptofunk 2026 – O Baile da Retomada
Inscrições: 14 de setembro a 05 de outubro de 2026
Divulgação do resultado: 14 de outubro de 2026
Data das atividades: 14 de novembro de 2026
Inscrições: https://form.jotform.com/262454132386053
Mais informações: https://criptofunk.com/chamada-aberta-criptofunk-2026/




