Treze pessoas são indiciadas por morte de ciclista em Copacabana

Treze pessoas foram indiciadas pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, em Copacabana, na Zona Sul da cidade.
O crime aconteceu no dia 11 de agosto, quando a vítima foi acusada injustamente de ter furtado uma bicicleta e foi espancada após ser abordado por seguranças.
Morador de Botafogo, ele estava com a bicicleta da irmã quando parou em frente a uma loja de brinquedos e a uma farmácia na Rua Barata Ribeiro.
A investigação aponta que a violência se prolongou por aproximadamente nove minutos.
Durante o ataque, Cláudio, que tinha transtornos mentais e defasagem cognitiva, recebeu socos, chutes e dezenas de golpes desferidos com um objeto de madeira, o que provocou traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e rompimento de órgãos.
O ciclista, que não reagiu, chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas morreu em consequência dos ferimentos.
+ inquérito
O delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), afirmou à TV Globo que foram analisadas cerca de 12 horas de imagens de câmeras de segurança para reconstruir a sequência das agressões.
O grupo é formado por dois seguranças particulares e dois entregadores de aplicativo, que chegaram a ser presos.
São eles: Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, que trabalhavam como seguranças clandestinos, e Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva, que aparecem nas imagens vestidos como entregadores.
Um quinto homem, identificado como Wellington Luiz Santos de Souza, continua foragido.
Com diversas passagens pela polícia e prisões, por crimes como tráfico, lesão corporal e ameaça, ele teria descido de um carro e atingido a cabeça de Cláudio com um chute.
Outros indiciados que responderão em liberdade foram o ciclista que aparece nas imagens e não auxilia a vítima, por omissão de socorro, e uma jovem, por lesão corporal, que entregou o bastão de madeira para um dos agressores.
Os demais foram indiciados por exercício ilegal de profissão.
A Polícia Civil também investiga a atuação de comerciantes da região, suspeitos de financiar um esquema de segurança privada irregular em Copacabana.
Com a conclusão do inquérito, o relatório foi encaminhado à Justiça.
Fonte: Portal SRZD




